AGROECOLOGIA: Porto Velho sedia capacitação para comunidades atingidas por barragens

Projeto financiado pelo Fundo Amazônia beneficia famílias de Rondônia e mais quatro estados da Amazônia Legal

AGROECOLOGIA: Porto Velho sedia capacitação para comunidades atingidas por barragens

Foto: Klézi Martins / Reprodução via MAB

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Entre os dias 26 e 30 de maio, Porto Velho sediou o 2º Encontro de Capacitação Técnica do projeto "Produção Sustentável em Comunidades Atingidas da Amazônia". O evento, implementado pela Associação de Desenvolvimento Agrícola Interestadual (ADAI) em parceria com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), reuniu equipes técnicas e agricultores de Rondônia, Mato Grosso, Pará, Tocantins e Amapá. O projeto conta com o apoio financeiro do Fundo Amazônia/BNDES.
 
A programação foi dividida em etapas teóricas e práticas. Nos primeiros dias, os participantes receberam treinamento sobre o manejo de sementes nativas, ministrado por especialistas da ONG rondoniense Ação Ecológica Guaporé (Ecoporé). A etapa prática ocorreu na Reserva Ambiental do Reassentamento Santa Rita, área que abriga famílias remanejadas devido à construção da UHE Santo Antônio, onde os participantes coletaram sementes de espécies como cumaru, copaíba, babaçu e angelim pedra.
 
De acordo com o MAB, a iniciativa busca criar alternativas de geração de renda baseadas na sociobiodiversidade, visando manter a floresta em pé e garantir a soberania alimentar das famílias camponesas.
 
 
FOTO: Equipe técnica, militantes e beneficiários durante coleta e beneficiamento de sementes nativas da Amazônia. Foto: Klézi Martins / MAB
 
 
Produção independente
 
Outro destaque do encontro foi a oficina de bioinsumos. Utilizando recursos disponíveis nos próprios quintais, como folhas em decomposição e restos de peixe, os agricultores aprenderam a formular biofertilizantes e fosfito. O objetivo é elevar a produtividade agrícola reduzindo a dependência de produtos químicos comerciais.
 
O projeto prevê beneficiar diretamente mais de 600 famílias em 32 comunidades da Amazônia Legal. Entre as metas estruturais estão a implantação de 300 unidades de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), a consolidação de cinco viveiros e o plantio de 200 mil árvores nativas.
 
Durante o evento, os participantes também debateram os impactos locais das anomalias climáticas, a exemplo da seca histórica que atingiu o Rio Madeira em 2024, ressaltan
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