O Projeto Minerando Saúde começou na última sexta-feira (06), na vila Massangana, que fica a 60 km do município de Monte Negro. O desenvolvimento dessa ação é fruto da cooperação entre o campus avançado da Universidade de São Paulo, na cidade, e a Prefeitura local.
O objetivo é verificar a situação de saúde da comunidade da vila e vizinhança visando apontar meios para a promoção da saúde e melhoras das condições de vida da comunidade que vive da extração de cassiterita.
Um dos coordenadores do projeto é o professor e médico Luís Aranha, que atua no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP). Ele explicou que com o envelhecimento da população e a mudança de hábitos ao longo dos últimos 20 anos, aumentaram as ocorrências das chamadas doenças Crônicas.
“São a pressão alta, bronquite/enfisema, diabetes (açúcar elevado no sangue), alteração do colesterol, obesidade e sedentarismo (falta de exercício físico). Todos estes fatores em conjunto aceleração o processo de obstrução das “veias” (veias e artérias), processo que conhecido como aterosclerose. Este processo leva ao aparecimento mais cedo de diabetes, funcionamento irregular dos rins, alterações na vista, no coração e no cérebro”, explicou.
Doenças
Além destas doenças, afirmou o médico, há outras de importância como as doenças sexualmente transmissíveis, leishmaniose, hanseníase e cânceres de pele.
Aranha contou também que outro motivo que levou a elaboração desse projeto foi a distância da comunidade Massangana e vizinhança de Monte Negro, e a inexistência destes serviços em Ariquemes (pelo SUS).
“Buscamos levar a equipe de saúde para a realização de exames importantes e especializados para o diagnóstico e tratamento destas enfermidades. Os procedimentos realizados são Eletrocardiograma do coração com laudo (INCOR/USP) via telemedicina; risco cirúrgico (para aqueles que forem realizar cirurgias); teste do sopro para ver a saúde do pulmão, principalmente dos fumantes, daqueles que têm fumantes em casa e daqueles que usam fogão à lenha; exame do fundo de olho e doação de óculos para casos específicos (UNIFESP/SP) via telemedicina; retirada cirúrgica de tumores de pele e de amostras da pele para diagnóstico (biópsia) via telemedicina”, relatou.