Foram identificadas 15 famílias que precisam de remanejamento imediato e que deve ocorrer até o final da semana.
Foto: Divulgação
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Mesmo não estando na cota absurda no ano passado que no mesmo período estava com dois metros acima do que é registrado hoje, a cheia do Rio Madeira não deixa por menos e além de ter afetado o comércio do setor ribeirinho em Porto Velho, ruas como Panair e Euclides da Cunha, na região do Cai N’Água e Triângulo já estão cobertas pelas águas.
De acordo com o monitoramento on line feito pelo CPRM (Serviço Geológico do Brasil) a cota do Rio Madeira na tarde de domingo (08), às 17h45, atingiu o pico de 16m98cm, e já no início da manhã desta segunda-feira (09) o nível baixou para 16m88cm e até o final da manhã oscila entre 16m91 a 16m94.

Pela contagem de alerta da CPRM, no atual momento o Rio Madeira se encontra em estado de alerta, porém caso chegue aos 17m ou ultrapasse essa marca já pode ter atingido a chamada “Cota de Inundação”, ficando o gráfico de registro na cor vermelha (Confira gráfico ao lado).
Um abrigo foi destinado pela Defesa Civil de Porto Velho nas imediações da Vila do Dnit e a Semas tem organizado a questão dos mantimentos e devidos auxílios.
Foram identificadas 13 famílias que precisam de remanejamento imediato e que deve ocorrer até o final da semana. Mas algumas dessas famílias decidiram antecipar e ir para casa de familiares e receber o auxílio aluguel, que é de R$ 500,00 (quinhentos reais). São famílias que moram no Beco Gavatal e Beco do Birro.
Sobre o auxílo-aluguel, a Semas informa que a família que decidir ir para um dos abrigos não receberá esse benefício e que a secretaria disponibilizará somente a estrutura física,
Diferente do ano passado a Defesa Civil do Município não vai utilizar nenhuma escola para abrigo e o monitoramento é feito diariamente.
Segundo informações da assessoria de comunicação da Prefeitura, um dos abrigos está sendo implantado na antiga escola Hermelindo Brasil. Essa escola foi desativada depois que a nova foi inaugurada e hoje já consegue atender oito família, porém tem capacidade para quinze.
Os chamados para remanejamento também tem acontecido pelo telefone 3901 3020.
A Defesa Civil tem trabalhado em conjunto com a Secretaria Municipal de Ação Social (Semas), que cadastra a família desabrigada ou desalojada.
Hoje pela manhã, a Defesa Civil esteve em reunião com os órgãos municipais envolvidos e terão números mais precisos sobre quantas famílias já foram removidas e a situação de cada uma delas. Sabe-se que ocorrerão remoções de famílias ainda hoje, porém, elas não serão conduzidas a nenhum abrigo, pois são famílias que aceitaram o auxílio e estão indo para casas de familiares. Elas são moradoras dos Bairros Balsa, Triângulo, Sebastião e Milagres.
* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!