Centros avançados em Rondônia ampliam pesquisas em doenças tropicais

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Foto: Divulgação

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O Centro de Pesquisa em Medicina Tropical de Rondônia (Cepem) é o órgão responsável pelas pesquisas sobre as doenças tropicais da região Amazônica. A unidade trabalha em parceria com diversas entidades nacionais e internacionais de pesquisa, como o Instituto Pasteur, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz, além de unidades internacionais das universidades de Massachusetts e da Virgínia (EUA), que colaboram com pesquisas nas áreas de imunologia e entomologia.
 
De acordo com o diretor clínico do Cepem, o médico e mestre em Biologia Experimental, Dhélio Batista Pereira, a unidade participa de intercâmbio técnico- científico com todas essas entidades, colaborando em pesquisas para doenças como a malária, hepatites B, C e Delta (espécie que só existe no Estado de Rondônia), atuando no tratamento e diagnóstico, além de pesquisas em biotecnologia para busca de novas drogas e fitoterápicos.
 
No caso da malária, ele explica que muitas vezes são acompanhados grupos de pacientes de localidades distintas, que podem, muitas vezes, desenvolver diagnósticos diferenciados. O Cepem mantém contato com a Rede de Vigilância de Resistência à Droga, pertencente ao Sistema Nacional de Pesquisa, que cria linhas de pesquisas para apoio à Vigilância Epidemiológica em todo o País. Em relação à dengue, por exemplo, o médico disse que também é feito o trabalho de vigilância, como a participação atual na capacitação que está sendo realizada em Porto Velho junto aos técnicos do Ministério da Saúde.
 
O Centro atua ainda em conjunto com o Instituto de Pesquisas em Patologias Tropicais (Ipepatro), que funciona como um centro avançado de pesquisa e como unidade mantenedora do Cepem no Estado de Rondônia, além de ser formalizador dos convênios entre as entidades parceiras brasileiras e internacionais. Os dois centros avançados contam com cerca de cem pessoas trabalhando entre pesquisadores, servidores laboratoriais e administrativos.
 
Modificação no tratamento à malária
 
O pesquisador exemplificou a modificação no tratamento à malária, em relação à resistência do plasmódium (parasita causador da doença) à antiga droga utilizada para o seu combate, que era feita à base de quinino. Segundo ele, os pesquisadores do Cepem participaram das pesquisas que resultaram no medicamento que é utilizado atualmente – o Coartem - à base de um componente sintético e de uma planta originária da China.
 
De acordo com o médico, que também é Conselheiro para Políticas de Saúde, o Cepem e o Ipepatro contam com o maior número de doutores na região, voltados à pesquisa das doenças tropicais, proporcionando avanços para a formação científica e acadêmica em Biologia Experimental. As unidades atuam ainda em colaboração com as áreas de Medicina e Biologia da Universidade Federal de Rondônia (Unir), tanto nos cursos de graduação, como no mestrado e doutorado em Biologia Experimental.
 
O Ipepatro conta com laboratórios e unidades de atendimento para Epidemiologia Molecular de Parasitas, Microbiologia, Entomologia, Epidemiologia, Saúde Pública, Hepatites Virais, Plataforma Técnica de Proteínas Recombinantes, Virologia, Genética Humana, Biotecnologia e Bioquímica, Cultivo Celular e Anticorpos Monoclonais e Quimioterapia. O centro também funciona atualmente como sede do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz-Noroeste), que terá futuramente laboratórios e salas administrativas em prédio projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. O terreno já foi doado pelo Estado e o prédio será construído com recursos do Ministério da Saúde.  
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