A diretoria, acadêmicos e funcionários da FIMCA – Faculdades Integradas Aparício Carvalho – denunciam o completo estado de abandono em que se encontra o trecho compreendido entre a parada de ônibus na BR-364 até a faculdade.
Para quem estuda ou trabalha durante o dia, as poças d’água e o capim crescido nos canteiros ameaçam enlamear ou sujar os transeuntes. Também há o risco do matagal e as grandes poças d’água abrigarem animais peçonhentos que possam causar danos aos passantes. Mas as piores condições são enfrentadas pelos que trabalham ou estudam durante a noite. O quadro se agrava com escuridão existente no local, trazendo medo e insegurança para estudantes e trabalhadores.
“Os marginais estão se beneficiando da situação. Em uma única noite foram registrados oito assaltos e um seqüestro nas imediações da faculdade” revelou o diretor geral da instituição, Dr. Aparício Carvalho.
Nada fazem nem deixam fazer
Para tentar evitar a ocorrência de novos crimes, a FIMCA providenciou, por conta própria, a iluminação externa de todo o trecho quem vem da BR-364 até a faculdade. Os alunos e os moradores do entorno parabenizaram a iniciativa. Mas a alegria durou pouco. Funcionários da CERON e da ENDUR, sem a menor sensibilidade para com um problema que afeta a segurança pessoal e patrimonial de estudantes e da própria comunidade, retiraram os postes, os fios e as lâmpadas, deixando todos no escuro, novamente a mercê dos marginais.
“A atitude inconseqüente e irresponsável dessas empresas, que arrecadam vultosas quantias de dinheiro dos consumidores para implantar e manter um serviço de iluminação pública de qualidade precisa ser denunciada publicamente. Nada fazem para iluminar o trecho e combater a onda de criminalidade que cresce diante da escuridão, e ainda retiram a iluminação que providenciamos por conta própria, beneficiando não só os nossos acadêmicos, mas também os moradores da vizinhança, confiscando os postes, os fios e as lâmpadas. Isso é um escândalo”.
Alunos e funcionários da FIMCA ouvidos pela nossa reportagem denunciaram o descaso do poder público para com a situação. Eles não se conformam porque acreditam que as autoridades deveriam priorizar as obras e os investimentos nos locais onde a demanda é maior.
“É muito grande o fluxo de estudantes naquela área para que os responsáveis fechem os olhos, sem tomar nenhuma providencia. Ou será que vão esperar a ocorrência de crimes mais graves como estupro ou latrocínio nas imediações, para só então providenciarem a iluminação, o corte do capim crescido e a remoção das poças na lateral das pistas?”, indaga uma acadêmica, revoltada, que não quis se identificar.
Insatisfação generalizada
Mas a insatisfação extrapola os muros da FIMCA. Funcionários de inúmeras empresas existentes nas imediações e a própria comunidade do entorno também fazem coro aos protestos contra o desamparo e o descaso das autoridades.
“O pior de tudo – comenta um morador da área – é que quanto à iluminação pública é puro desleixo mesmo. O posteamento e as luminárias, ao longo da BR-364 já existem. É só questão de alguém tomar a iniciativa de ligar a tomada!”, desabafou.
Outro funcionário de uma oficina localizada nas imediações revelou que é preciso ter muita coragem para ficar, à noite, sozinho, no escuro, naquela parada de ônibus da BR-364, esquina com a Rua das Araras, do lado direito de quem vem do Candeias. “Quando se aproxima alguém, a gente não sabe se fica alegre ou se aumenta o medo, porque não se sabe se é mais uma pessoa de bem ou se é um bandido que se aproxima. É uma angústia medonha, Deus me livre!”, reclamou.