Com mais nomes do que vitórias em Copas do Mundo neste século, a seleção tcheca estreia hoje contra a Coreia do Sul, às 23h (de Brasília), buscando reconstruir sua identidade em Mundiais. Quando entrar em campo no Estádio de Guadalajara, fará a primeira de suas dez participações em Copas com o nome “Tchéquia”, adotado pela Fifa há quatro anos.
Será a chance de deixar para trás os apagados anos de “República Tcheca”, alcunha que só usou na Copa de 2006, quando caiu na fase de grupos com duas derrotas. Antes, até a década de 1990, aparecia como “Tchecoslováquia”, nome que guarda a boa memória de um vice-campeonato no Mundial de 1962 contra o Brasil.
Dissolvida em 1992, a Tchecoslováquia deu origem a dois países: Eslováquia e República Tcheca. Na Constituição tcheca, o termo “Ceské republiky” segue firme e forte, mas a forma mais curta, “Cesko” (“Tchéquia”), ganhou espaço após um intenso debate entre os literatos locais.
Nos anos 1990, houve controvérsia para batizar o novo país devido à semelhança de “Cesko” com “Cechy”, palavra que designa a Boêmia, uma das três regiões do território tcheco. As outras duas regiões, Morávia e Silésia, consideraram desprestígio o país receber o nome só de uma.