O turismo internacional movimentou US$ 8,38 bilhões (R$ 45,6 bilhões) na economia brasileira entre janeiro e setembro de 2026, estabelecendo um novo recorde para os nove primeiros meses do ano.
O resultado representa crescimento de aproximadamente 10% em relação ao mesmo período de 2025, quando os gastos de visitantes estrangeiros somaram US$ 7,61 bilhões.
Os dados do Banco Central foram divulgados pelo Ministério do Turismo e pela Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).
O dinheiro movimenta diferentes segmentos da economia, incluindo hotéis, restaurantes, transportadoras, agências de turismo, guias, artesãos e pequenos empreendedores.
A expansão também amplia as oportunidades de geração de emprego e renda em destinos turísticos brasileiros.
Nordeste lidera crescimento
Entre as regiões brasileiras, o Nordeste registrou o maior crescimento nas chegadas de turistas internacionais, com avanço de 27,1%. O Sudeste apresentou alta de 7,7%.
No levantamento por mercados emissores, a China se destacou com crescimento de 78% no número de visitantes entre janeiro e setembro.
Colômbia, México, Peru e Canadá também registraram resultados positivos.
Outro destaque é que 11 estados brasileiros alcançaram recordes históricos de chegadas internacionais no período, indicando a expansão do turismo para além dos destinos tradicionalmente mais procurados.
Setembro também bateu recorde
Somente em setembro, os visitantes estrangeiros deixaram US$ 904,7 milhões no Brasil, aproximadamente R$ 4,9 bilhões.
Foi o maior resultado já registrado para o mês, com crescimento de cerca de 8% na comparação com setembro de 2025.
O desempenho reforça a importância do turismo internacional como atividade econômica, com potencial para distribuir renda entre diferentes regiões e fortalecer pequenos negócios ligados à cadeia turística.