O estudo também revela a valorização do metal ao longo da cadeia ilegal
Foto: Ibama
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A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) mapeou as rotas internacionais de abastecimento de mercúrio utilizado no garimpo ilegal no Brasil. O levantamento aponta a China e o Tajiquistão como países de origem do produto, que chega ao território brasileiro por rotas terrestres que passam pela Bolívia e pela Guiana, antes de abastecer atividades de mineração clandestina na Amazônia.
O estudo também revela a valorização do metal ao longo da cadeia ilegal. O quilo, importado por cerca de US$ 10, pode alcançar até R$ 6 mil nas proximidades dos garimpos.
O levantamento, intitulado Mercúrio na Amazônia: redes criminosas transnacionais, vulnerabilidade socioambiental e desafios para a governança, foi elaborado pela ABIN em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Em Rondônia, o documento destaca a rota que atravessa a fronteira entre Guajará-Mirim e Guayaramerín, na Bolívia. A partir dali, o mercúrio segue para Porto Velho e outras regiões de garimpo da Amazônia. Outra rota importante passa pela Guiana e abastece principalmente Roraima.
O uso da substância provoca graves impactos ambientais e sanitários. Quando lançado nos rios, o mercúrio pode se transformar em metilmercúrio, contaminando peixes e entrando na cadeia alimentar, com riscos especialmente elevados para povos indígenas e comunidades ribeirinhas.
O estudo evidencia como o contrabando de insumos, as redes criminosas internacionais e a fragilidade da fiscalização nas fronteiras alimentam o garimpo ilegal e ampliam a pressão sobre a floresta amazônica.
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