ALVOS DE FAKES: Pesquisa aponta evangélicos como mais expostos à desinformação religiosa

O estudo também destaca a importância da educação midiática e digital como ferramenta para fortalecer a capacidade crítica

ALVOS DE FAKES: Pesquisa aponta evangélicos como mais expostos à desinformação religiosa

Foto: Reprodução

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Os evangélicos brasileiros estão entre os grupos mais impactados pela circulação de notícias falsas relacionadas à religião, à fé e outras informações, segundo o relatório "Como os Brasileiros percebem a circulação da desinformação e o uso da Inteligência Artificial", elaborado pelo Aláfia Lab e destacado pela Revista Fórum.

De acordo com o estudo, os evangélicos são o grupo religioso que menos recorre a agências especializadas de checagem de fatos para verificar a veracidade de informações recebidas por redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais.

 

Ao mesmo tempo, a pesquisa aponta que os fiéis evangélicos figuram entre os que mais relatam contato com conteúdos falsos envolvendo temas religiosos, o que evidencia um cenário de maior vulnerabilidade à desinformação.

 

O levantamento mostra que o fenômeno ultrapassa o campo político e já afeta diretamente a convivência em famílias, igrejas e comunidades. Informações falsas sobre líderes religiosos, doutrinas, eventos e questões de fé têm circulado com frequência cada vez maior no ambiente digital.

 

A disseminação de conteúdos enganosos pode influenciar comportamentos, reforçar narrativas equivocadas e aumentar divisões dentro de grupos religiosos. Por isso, defendem a adoção de práticas de verificação antes do compartilhamento de mensagens, vídeos ou publicações recebidas pela internet.

 

O estudo também destaca a importância da educação midiática e digital como ferramenta para fortalecer a capacidade crítica da população diante do crescimento da desinformação e do uso de tecnologias de inteligência artificial na produção de conteúdos.

 

Para os pesquisadores, o combate às notícias falsas exige a participação conjunta de instituições, lideranças religiosas, plataformas digitais e dos próprios usuários, que desempenham papel fundamental na identificação e interrupção da cadeia de compartilhamentos de informações enganosas.

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