COMPOSTURA DO CAPITÃO: Todos os quatro motores pararam e ele permaneceu calmo

O avião teve uma pane geral após cruzar uma nuvem vulcânica na Indonésia

COMPOSTURA DO CAPITÃO: Todos os quatro motores pararam e ele permaneceu calmo

Foto: Reprodução/Facebbok

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Em 24 de junho de 1982, o voo 9 da British Airways mergulhou na escuridão, literal e figurativamente. A 37.000 pés acima do Oceano Índico, a caminho de Londres para Auckland, o Boeing 747, sem saber, entrou em uma enorme nuvem de cinzas vulcânicas do Monte Galunggung, na Indonésia.
 
Momentos depois, um motor falhou. Depois outro. Depois outro. E então — todos os quatro motores pararam.
 
Na cabine, o pânico poderia ter tomado conta. Mas o Capitão Eric Moody respirou fundo e pegou o interfone.
 
Senhoras e senhores, aqui é o capitão falando. Temos um pequeno problema. Todos os quatro motores pararam. Estamos fazendo o máximo para fazê-los funcionar novamente. Espero que não estejam com muita dificuldade.
 
Essa frase entraria para a história da aviação — não apenas por seu seco eufemismo britânico, mas pela pura firmeza por trás dela.
 
A aeronave começou a descer rapidamente, basicamente planando por céus cheios de cinzas, enquanto a tripulação tentava desesperadamente os procedimentos de reinicialização. A 4.000 metros — a poucos minutos de um potencial impacto no oceano — um motor rugiu de volta à vida. Depois outro. E outro.
 
 
Milagrosamente, todos os quatro ligaram novamente.
 
Apesar da abrasão do para-brisa, da ausência de propulsão do motor por mais de 10 minutos e da quase ausência de visibilidade, a tripulação conseguiu pousar em segurança em Jacarta. Todos os 248 passageiros sobreviveram.
 
Os investigadores descobriram posteriormente que as cinzas vulcânicas — completamente invisíveis ao radar — haviam sufocado os motores, causando apagamentos. Foi uma estreia assustadora para a aviação comercial e mudou os protocolos para sempre.
 
Mas o que os passageiros mais se lembravam não eram as cinzas. Era a voz.
A compostura do Capitão Moody sob pressão tornou-se um modelo de liderança ensinado em escolas de aviação e programas de resposta a desastres nos anos seguintes. Ele não escondeu o perigo. Ele não amenizou os fatos. Mas ele permaneceu firme — e deu coragem aos outros para também serem firmes.
 
Não foi apenas um voo que foi salvo. Foi a fé na calma em meio ao caos.
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