Perder peso não é tão fácil. O processo de emagrecimento é longo e requer muita paciência e persistência. Seguir dieta, e praticar exercícios físicos, é muito importante para eliminar as gordurinhas indesejáveis. Entretanto, as pessoas buscam soluções rápidas e “milagrosas”, o que aumentou a popularidade das canetas de emagrecimento como Ozempic, Saxenda, Mounjaro, Wegovy, Zepbound, entre outros, mas a próxima geração de remédios para perda de peso está chegando.
Essas canetas são remédios agonistas do receptor GLP-1 que conseguem controlar a glicemia e gerar perda de peso, além de melhorar as complicações do diabetes. Dentre todas as farmacêuticas que produzem medicamentos com esses fins, duas lideram o mercado: a dinamarquesa Novo Nordisk, responsável pelo Ozempic e pelo Wegovy; e a americana Eli Lilly, que produz o ZepBound e Mounjaro.
Próxima geração de remédios para perda de peso
A corrida entre essas duas gigantes é bem emparelhada, por isso que elas já se preparam para lançar a nova geração de remédios para perda de peso. A Novo Nordisk anunciou, nesta semana, que buscará aprovação do CagriSema, seu novo remédio, com a FDA, que é como a Anvisa dos EUA. O previsto é que a autorização venha no primeiro trimestre de 2026.
O novo medicamento da empresa é uma combinação da semaglutida, ingrediente principal do Ozempic, com um medicamento chamado cagrilintida. O prometido é que ele dê um controle glicêmico melhor e traga mais resultados na perda de peso.
Para se ter uma noção, nos testes feitos, na Fase 2, as pessoas perderam, aproximadamente, 23% do peso corporal, enquanto na Fase 3, a porcentagem caiu para 16%. Mesmo assim, os números são maiores do que os do Ozempic e do Wegovy, mas bem parecidos com os do Mounjaro, da concorrente Eli Lilly.
A Novo Nordisk, também, tem seu próximo remédio para a perda de peso. Ela garantiu os direitos globais para criar, fabricar e vender uma possibilidade de medicamento da chinesa United Laboratories International.
O novo remédio é o UBT251 que já está sendo testado na própria China. Ao contrário dos medicamentos, atuais, do mercado, esse tem como alvo três hormônios e o objetivo de fazer o efeito ser maior.