ão aparece nos currículos. Não gera aplausos. Não vira patrimônio. Mas é ele que alimenta, organiza, consola, educa, previne dores e sustenta afetos. O cuidado impede colapsos silenciosos dentro das casas.
Quantas mães adoecem tentando ser fortes o tempo inteiro? Quantas choram escondidas no banheiro para não parecerem fracas diante dos filhos? Quantas abandonam a si mesmas porque aprenderam que boa mãe é aquela que suporta tudo?
Mas não! Boa mãe não é a mulher que se destrói pelos outros, boa mãe também precisa existir como pessoa.
Precisamos cuidar de quem cuida, e por isso o Direito de Mães é tão importante.
Falar sobre os direitos das mães é falar sobre creche, saúde mental, divisão real das responsabilidades parentais, pensão digna, proteção contra violência psicológica, valorização do trabalho doméstico e respeito às mulheres que sustentam emocionalmente famílias inteiras.
Também é falar sobre violência vicária quando a mulher é ferida através dos próprios filhos e sobre abandono paterno romantizado em uma sociedade que ainda aplaude homens pelo mínimo enquanto exige perfeição feminina.
A maternidade não pode continuar sendo tratada como missão solitária, deve ser compartilhada de forma igualitária. Porque toda vez que uma mãe desaba em silêncio, existe uma estrutura inteira falhando com ela.
E talvez o maior erro da sociedade tenha sido ensinar às mães que servir é algo que só nós podemos ofertar e que pedir ajuda é fraqueza, quando, na verdade, fraqueza é uma coletividade que se acostumou a sobreviver às custas do esgotamento feminino.
As mães não precisam de pedestal, precisam de rede de apoio, respeito e direitos garantidos. Precisam deixar de ser vistas apenas como quem cuida para finalmente serem cuidadas também.