DOE: Após perder duas pernas, ex-atendente de farmácia pede ajuda para salvar as mãos

Sem médicos vasculares na rede pública municipal e com a renda comprometida, morador do bairro Ronaldo Aragão pede doações via Pix para comprar medicamentos

DOE: Após perder duas pernas, ex-atendente de farmácia pede ajuda para salvar as mãos

Foto: Acervo pessoal de Paulo de Moraes - Reprodução

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Durante mais de 30 anos, a rotina de Paulo Ferreira de Moraes foi ajudar a curar a dor dos outros trabalhando como atendente em uma drogaria em Porto Velho (RO). Hoje, confinado em sua casa no bairro Ronaldo Aragão, é ele quem pede por socorro. Vítima de uma trombose severa que já lhe custou a amputação das duas pernas, Paulo agora lida com o avanço da doença para as suas mãos.
 
Em entrevista ao Rondoniaovivo, ele contou um pouco da história do diagnóstico. A caminho do trabalho, enquanto caminhava pela Avenida Jatuarana, Paulo sentiu pontadas insuportáveis nas pernas. Após ser socorrido por um amigo e levado ao Hospital e Pronto Socorro João Paulo II, exames de raio-X e ultrassom confirmaram a trombose. As feridas começaram pelos pés, levando à perda da primeira perna e, logo em seguida, da segunda.
 
Problemas financeiros
 
A família, composta por ele, a esposa, uma filha e uma neta, sobrevive com uma renda mensal que varia entre R$ 1.400 e R$ 1.600. Com o recebimento de um valor retroativo, ele conseguiu dar R$ 15 mil de entrada em uma casa própria, mas assumiu uma prestação mensal de R$ 1.000. 
 
"O que sobra não dá para pagar nada, nem para comprar comida. Eu tenho que comprar as coisas e muitos remédios", desabafa o ex-atendente, lembrando que a esposa também necessita de medicações diárias.
 
Urgência e falta de acesso
 
Apesar de não poder andar, Paulo afirma que enfrenta dificuldades para receber atendimento em casa. "Vou só aqui num posto perto de casa. Peço para vir alguém aqui, nunca ninguém vem, é sempre eu correndo atrás", relata.
 
O risco agora é perder os dedos das mãos, onde as feridas não cicatrizam. Ele é acompanhado de forma esporádica por um médico vascular no Hospital de Base, mas ressalta que é quase impossível conseguir a especialidade na rede pública regular.
 
A recomendação médica é estrita: ele não pode interromper a medicação, que reduz o risco de amputação e ajuda a cicatrizar as úlceras. O problema é que o Sistema Único de Saúde (SUS) não tem fornecido os fármacos. "Nenhum é dado, todos são pagos", lamenta Paulo.
 
A receita atual exige a compra contínua de remédios como Cilostazol 100mg (cerca de R$ 25,00), Rivotril 2mg (cerca de R$ 35,00), Quetiapina 25mg (cerca de R$ 30,00), além de AAS infantil e Desvenlafaxina 50mg.
 
Ajuda
 
Confiando na solidariedade dos leitores, Paulo Moraes disponibilizou sua conta pessoal para doações de qualquer valor. O dinheiro será destinado exclusivamente à compra de alimentação e dos remédios para ele e para a esposa.
 
Pix para doações: 
 
Chave celular: +55 69 9336-9166, no nome de Paulo Ferreira de Moraes, no banco Agibank, CPF (para conferência): *.024.652.
 
"Eu sei que a população me ajudando vai melhorar muito a minha situação. Que Deus abençoe a todos", agradece Paulo.
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