EM DISCUSSÃO: A segurança pública se tornou uma das pautas importantes dos governadoráveis

Urgem medidas drásticas do próximo governo já que a atual administração não logrou êxito em resolver os problemas relativos a segurança pública

EM DISCUSSÃO: A segurança pública se tornou uma das pautas importantes dos governadoráveis

Foto: Divulgação

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Prêmio para poucos

 

Para que serve e a quem deve servir a Amazônia? Já claro que as respostas a essas questões não podem vir apenas das iniciativas governamentais particulares de cada um dos nove países com porções amazônicas – e de tabela a França, por meio de sua Guiana –, o melhor fórum para debater essa floresta de tanta importância para o mundo deveria ser a ONU.

 

No entanto, os EUA, refém de interesses egoístas disfarçados de nacionalistas, atuam para liquidar a entidade, voltando aos tempos anteriores à II Guerra Mundial, cada país valendo só por sua força armada e pelos interesses aos quais as armas estão submetidas e não pela boa vizinhança, regras comerciais justas ou a paz. Enquanto a ONU ainda sobrevive – e ai dos países menos desenvolvidos se ela desaparecer – o debate sobre a Amazônia chegou a um nível em que os interesses humanos gerais são sufocados pelas poderosas forças que pretendem se impor a qualquer preço, inclusive a degradação florestal irreversível.

 

O que mais se vê atualmente são decisões que a ONU toma e cada nação só cumpre se os seus poderosos internos concordam com elas. Já pouco se fala na ONU, apesar das manifestações de especialistas que já não servem mais a ela, caso de Achim Steiner, para quem “a Amazônia é como um prêmio de loteria de curto prazo” para quem investe nela com objetivos imediatos, sem se ater à urgência da preservação e ao bem-estar dos seus povos.

 

 

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Em discussão

 

A segurança pública se tornou uma das pautas importantes das discussões entre os governadoráveis na campanha 2026 e deve ter papel importante nos debates na temporada. Conforme o Atlas. Da Violência, Porto Velho está situado entre as quatro capitais mais violentas do País. Também é a segunda no quesito de feminicidios e com as facções criminosas se adonando da periferia nos últimos anos as coisas só têm piorado. Urgem medidas drásticas do próximo governo já que a atual administração não logrou êxito em resolver os problemas relativos a segurança pública, amplificados pelo tráfico de drogas oriundo da Bolívia e do Peru.

 

 

Importantes rodovias

                                                                                                                 

Algumas rodovias têm sido citadas como extremamente importantes para o desenvolvimento do estado nos próximos anos. Uma delas, a chamada rodovia do boi, é uma espécie de rodovia paralela a BR 364, pedagiada brutalmente recentemente. Com ela asfaltada os rondonienses viriam a se livrar do pedágio. Esta estrada já tem alguns trechos pavimentados e deveria ligar desde Chupinguaia no Cone Sul de Rondoniense a Nova Mamoré quase na fronteira com a Bolívia. Outra rodovia importante citada pelos governadoraveis é a estrada Porto Velho a União Bandeirantes, um distrito da capital que se tornou maior do que quase 30 municípios rondonienses. Ambas propostas têm muitas paternidades, por isso não estou citando apenas um defensor destas causas.

 

 

As pesquisas

 

Estão chegando as primeiras pesquisas depois dos debates realizados entre os candidatos ao governo de Rondônia pela Rondovisão, afiliada da Rede Bandeirantes de Televisão como também dos confrontos travados entre os vice-governadores pela TV Rondoviaaovivo. Não estou constatando alterações no quadro anterior aos debates, com o senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) mantendo a ponteira, seguido de perto pelo candidato chapa branca Adailton Fúria, ex-prefeito de Cacoal e Hildon Chaves, ex-prefeito de Porto Velho. A esquerda teve uma estratégia de trouxa, com seus candidatos brigando. Sem ser molestado, Rogerio, o candidato bolsonarista, segue reinando no pedaço.

 

 

Começaram as baixarias

 

As baixarias já começaram nos primeiros debates nesta temporada em Rondônia. É injustificável o comportamento do candidato do PSB, Samuel Costa – com sua postulação já excluída pelo diretório nacional – taxando o candidato petista Expedito Neto de “Psicopata” e o governador Marcos Toca de “garota de programa”. Expedito Neto foi escolhido pela aliança PT/PSB para ser o candidato da coligação em Rondônia, com todo aval do diretório estadual, e tem sido equilibrado nos debates. O governador Marcos Rocha também não merece os ataques recebidos e se lhe faltam méritos na sua gestão a saúde e a segurança, ele tem conduzido a economia a contento depois do flagelo da pandemia que enfrentou.

 

 

Acordo nacional

 

A exclusão da candidatura de Samuel Costa ao governo de Rondônia é fruto de acordos celebrados no âmbito nacional entre o PT e o PSB, diante da indicação de Geraldo Alckmin para ser vice de Lula. A decisão do PSB em bloquear Samuel foi atendendo a pedido do PT para que Expedito Neto concentre na sua postulação as forças da esquerda e centro-esquerda que estavam divididas. Com isto, Expedito fica mais competitivo na briga pelo CPA. A bem da verdade, Samuel na sua trajetória sempre foi mais petista do que Expedito, mas como recompensa a sua fidelidade canina, levou um pé. Coisas da política.

 

 

Via Direta

 

*** O PL festeja o desempenho do senador Marcos Rogério, candidato bolsonarista ao governo de Rondônia nos primeiros debates do ano. Para os liberais Rogério têm sido ponderado e evitados atritos *** Na verdade, Rogério tem se saído incólume frente aos adversários nos primeiros confrontos *** Depois de se mostrar hostil ao candidato a governador Adailton Fúria (PSD) nas primeiras semanas, o prefeito de Cacoal Toni Pablo, que foi vice de Fúria, voltou ao ninho do aliado *** A exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão que foi abolida em 2009 pelo supremo volta a ser rediscutida. É uma das pautas mais importantes da categoria. 

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