A tecnologia permitirá construir uma espécie de impressão digital geoquímica do ouro
Foto: Operação/PF
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A Polícia Federal inaugurou, em Brasília, um Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral, destinado a fortalecer investigações sobre garimpo ilegal e crimes ambientais na Amazônia. A estrutura permitirá analisar amostras de ouro apreendido e comparar suas características químicas com registros de jazidas brasileiras, buscando identificar a origem do minério.
O laboratório integra o Programa Ouro Alvo, financiado pelo Fundo Amazônia, que conta com R$ 318,5 milhões para ampliar a inteligência, a fiscalização e a repressão ao crime organizado na região.

A tecnologia permitirá construir uma espécie de impressão digital geoquímica do ouro. Com isso, investigadores poderão relacionar materiais apreendidos a determinadas áreas de extração, produzir provas técnicas e identificar possíveis conexões entre garimpos clandestinos, financiadores e redes de comercialização.
Os recursos do programa também serão utilizados na aquisição de equipamentos para análise de minerais e mercúrio, preparação e armazenamento de amostras e integração operacional entre Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e os nove estados da Amazônia Legal.
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Rastreabilidade contra o crime ambiental
A iniciativa busca ampliar o alcance das operações contra o garimpo ilegal. Além de combater estruturas clandestinas em campo, a estratégia pretende identificar a origem do ouro, rastrear sua circulação e atingir os grupos responsáveis pelo financiamento e pela comercialização do minério.
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A atividade ilegal está associada ao desmatamento, à contaminação de rios por mercúrio e à degradação ambiental, com impactos sobre comunidades indígenas e ribeirinhas.
Com a rastreabilidade mineral, a Polícia Federal pretende dificultar a inserção de ouro extraído ilegalmente no mercado formal, utilizando evidências científicas para apoiar investigações e responsabilizar os envolvidos.
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