As investigações sobre a dinâmica do crime organizado na região de fronteira ganharam novos contornos.
Informações apuradas revelam que o apenado Pedro Henrique S. S., vulgo "Pedrinho do PCC", havia confessado para policiais do DHPP, envolvimento em um roubo de carregamento de entorpecentes pertencentes a traficantes bolivianos junto com o motorista de aplicativo, sendo esse o motivo da execução a tiros do 'Gordinho da Revoada'.
O crime, praticado na fronteira em parceria com o motorista de aplicativo Antônio Marcos dos Santos Filho, conhecido como "Gordinho da Revoada", teria sido o estopim para a execução deste último no mês de junho.
Antônio Marcos, o "Gordinho da Revoada", atuava como motorista em Porto Velho e teve seu paradeiro e execução revelados por meio de um vídeo gravado por criminosos na região de Guajará-Mirim ou na Bolívia.
Nas imagens que circularam e causaram comoção, Antônio Marcos aparece acuado em uma área de mata fechada, sob coação, sendo forçado a gravar um "último depoimento" antes de ser alvejado.
Na gravação, a vítima cita expressamente os nomes de quem estaria envolvido na trama e nas desavenças que selaram seu destino:
"A menina pensou... me colocou junto com o Marvete, o Pedrinho, Ramon e tem mais dois caras. E eu vou morrer por causa que eles armaram isso tudo. Aí eu fiquei como errado nessa situação".
Logo após interromper sua fala ao tentar mandar uma última mensagem de despedida para a família, a vítima foi atingida pelo primeiro disparo e executada no local.
A reviravolta no caso ocorreu na noite de segunda-feira (19), no presídio Jorge Thiago Aguiar Afonso (603), em Porto Velho.
Pedro Henrique, o "Pedrinho do PCC", de 25 anos, foi espancado até a morte por colegas de cela.
A equipe de policiais penais encontrou Pedro Henrique sem vida no banheiro do pavilhão. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu ao local e atestou o óbito, acionando a Perícia Criminal e a equipe do Instituto Médico Legal (IML) para a remoção do corpo.
Pedro Henrique
Segundo a polícia, Pedro Henrique era originalmente ligado ao Comando Vermelho (CV), migrou para o Primeiro Comando da Capital (PCC) e após ser preso, vinha solicitando o retorno para o CV.
Pedrinho havia sido preso acusado de participação direta em ataques a tiros que resultaram em pelo menos duas mortes nas zonas Sul e Leste da capital de Rondônia em julho deste ano.
Após a constatação do homicídio no presídio, oito apenados que dividiam a mesma cela com a vítima foram encaminhados ao Departamento de Flagrantes da Polícia Civil, onde foram autuados e responderão pelo crime de homicídio.