Morreu na madrugada de terça-feira (29), aos 62 anos, o 2º sargento reformado da Polícia Militar de Rondônia, Milton João Stulp, figura bastante conhecida em Vilhena.
Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Porto Velho há cerca de duas semanas.
O corpo de Stulp será velado na capela do 3º Batalhão da Polícia Militar, situada no bairro 5º BEC.
Já o sepultamento está marcado para esta quarta-feira, às 16h, na cidade de Vilhena. Ele deixa dois filhos enlutados.
De acordo com familiares, o calvário médico do vilhenense começou há pouco mais de um mês, quando ele se deslocou até Cacoal para realizar exames cardiológicos de rotina.
Diante dos resultados e por indicação médica, foi transferido para a capital do Estado, onde foi submetido a uma cirurgia cardíaca de alta complexidade.
Embora o procedimento cirúrgico tenha ocorrido, o quadro clínico de Stulp sofreu uma reviravolta durante o pós-operatório.
Ele acabou contraindo uma pneumonia severa, o que exigiu nova internação na UTI, onde permaneceu lutando pela vida por mais de 30 dias até não resistir.
Ingressando nas fileiras da Polícia Militar no ano de 1984, Milton construiu uma carreira de dedicação à corporação.
Anos mais tarde, viveu um dos episódios mais marcantes de sua trajetória pessoal: enquanto viajava de motocicleta na companhia de um colega de farda e amigo de longa data morador de uma chácara nos arredores de Vilhena, o policial se envolveu em um grave acidente de trânsito no distrito de Riozinho.
O impacto da colisão foi devastador para ambos. Milton acabou tendo uma das pernas amputadas na ocasião.
O seu companheiro de viagem e de farda sofreu a mesma mutilação física, precisando igualmente amputar um dos membros inferiores.
Apesar das sequelas permanentes, a amizade entre os dois sobreviveu ao tempo, mantendo-se firme por mais de três décadas até os dias atuais com o amigo residindo atualmente em Cacoal.