Homem correu em direção à multidão e passou a apontar a arma
Foto: Rondoniaovivo
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Uma noite que deveria ser de comemoração esportiva terminou em confusão, agressões físicas e ameaça com arma de fogo na zona Sul de Porto Velho. O caso aconteceu no final da noite de sábado (13), em uma distribuidora localizada no bairro Floresta.
A Polícia Militar foi acionada após denúncias de que disparos de arma de fogo estariam sendo efetuados em via pública. Ao chegar ao local, a PM constatou que se tratava de uma briga generalizada motivada por ciúmes.
De acordo com o registro, dezenas de pessoas estavam reunidas no estabelecimento assistindo ao jogo da Seleção Brasileira quando uma mulher, identificada como K. A. S. R., chegou ao local em um veículo conduzido por um homem D. F. S.
Testemunhas relataram que K. A S. R, desembarcou do carro e foi direto em direção a outra mulher, F. B. V., para tirar satisfações, acusando-a de ser amante de seu marido.
A discussão rapidamente evoluiu para agressões físicas e uma confusão generalizada no meio do estabelecimento. Uma segunda mulher, identificada como T. F. R., tentou intervir e também acabou se envolvendo na briga.
No tumulto, o condutor do veículo, D. F. S., desembarcou portando uma arma de fogo (uma pistola).
Segundo as vítimas e testemunhas, ele correu em direção à multidão e passou a apontar a arma de forma intimidadora e ameaçadora contra as duas mulheres, causando pânico e correria entre os frequentadores da distribuidora.
A tragédia só não aconteceu porque um homem no local, identificado apenas pelo prenome "Paulo", conseguiu intervir. Ele desarmou D. F. S., e, em seguida, fugiu do local levando o armamento. Ninguém soube dar informações detalhadas que ajudassem a polícia a localizar o paradeiro do homem ou da arma.
Com o apoio da equipe Tática do 9º BPM, os policiais controlaram a situação e abordaram D. F. S. Segundo a PM, ele apresentava visíveis sinais de embriaguez, falava de forma desconexa e apresentou versões contraditórias.
O homem admitiu que a pistola era dele e que a usou para defender K.S. F. R., mas não apresentou nenhuma documentação de porte ou posse e não soube dizer onde a arma parou.
Apesar do susto e dos relatos de ameaça, a Perícia Técnica não encontrou vestígios de disparos ou cápsulas deflagradas no local. As duas mulheres agredidas sofreram escoriações leves e arranhões pelo corpo.
Diante dos fatos, os militares colheram os depoimentos e registraram a ocorrência através de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelos crimes de vias de fato, lesão corporal e ameaça, encaminhando o caso para as providências da Justiça.
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