A capital também depende do transporte hidroviário pelo Madeira para o abastecimento de combustíveis provenientes do Amazonas
Foto: SECOM/GOV RO
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A seca severa na Amazônia e os efeitos associados ao El Niño podem pressionar a logística de abastecimento de Porto Velho, especialmente de eletrodomésticos e combustíveis transportados pela hidrovia do Rio Madeira.
A redução do nível dos rios dificulta a navegação, aumenta os custos de transporte e pode provocar atrasos na chegada de produtos e insumos à capital de Rondônia.
O problema ganha relevância diante da possibilidade de aumento da demanda por arcondicionado, ventiladores e outros equipamentos de refrigeração, em um cenário de temperaturas elevadas.
Ao mesmo tempo, a estiagem compromete uma das principais rotas utilizadas para movimentar cargas entre o Amazonas e Rondônia.

Para Porto Velho, o impacto não se limita ao varejo. A capital também depende do transporte hidroviário pelo Madeira para o abastecimento de combustíveis provenientes do Amazonas, o que torna a navegabilidade do rio uma questão estratégica para a economia e para o consumidor. A solução apresentada pelo governo federal é a privatização da hidrovia para que anualmente seja feita a dragagem e, assim, tenha a garantia de navegabilidade de grandes embarcações até mesmo durante a seca.
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Segundo a especialista em logística Nathalia Zambuzi, do Centro Universitário FEI, empresas podem reduzir os riscos de desabastecimento ou escassez adotando estratégias como estoques descentralizados, priorização de produtos de maior giro e reorganização das redes de distribuição.
A agilidade na entrega, segundo a análise, não depende apenas do transporte, mas também da localização dos estoques e da eficiência no processamento dos pedidos.
Em períodos de restrição logística, a substituição de produtos e a racionalização do portfólio também podem ajudar empresas a evitar rupturas de estoque e reduzir custos.
O cenário coloca a hidrovia do Madeira novamente no centro das preocupações logísticas de Porto Velho.
Se a seca avançar dentro das proporções esperadas e as restrições à navegação aumentarem, consumidores e empresas poderão enfrentar atrasos, menor oferta de determinados produtos e pressão sobre os preços.
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