Possui um vasto histórico criminal que inclui o envolvimento em homicídios qualificados marcados por emboscadas cruéis e manutenção de reféns, além de corrupção
Foto: Rondoniaovivo
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Uma complexa operação transnacional demonstrou a força e a eficácia da integração ininterrupta entre diferentes instituições de segurança pública no combate à criminalidade fronteiriça. O desfecho bem-sucedido que culminou na prisão de um criminoso contumaz foi alicerçado por um meticuloso cruzamento e compartilhamento de informações entre o NIIF, a Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil do Acre (PC/AC).
Com o paradeiro do suspeito delineado, a Força Especial de Luta Contra o Crime (FELCC) de Riberalta efetuou a captura em território boliviano.
Imediatamente após a contenção, a rápida articulação estratégica internacional promovida pelo NIIF pavimentou o caminho burocrático e operacional para que suas próprias equipes, atuando de forma conjunta com a PF, realizassem o recebimento e a prisão definitiva do foragido já em solo brasileiro.
O alvo da operação, identificado como Francimar Gabriel dos Santos, possuía um mandado de prisão ativo expedido pela Vara Única de Plácido de Castro, no estado do Acre. Considerado de altíssima periculosidade, ele possui um vasto histórico criminal que inclui o envolvimento em homicídios qualificados marcados por emboscadas cruéis e manutenção de reféns, além de corrupção de menores. Francimar era procurado pela Justiça desde que rompeu o seu equipamento de monitoramento eletrônico para tentar fugir do cumprimento de uma pena que ainda soma mais de 11 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado.
A neutralização dessa rota de fuga internacional só foi possível graças à moderna política de segurança estruturada pela Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania de Rondônia (SESDEC/RO). Atuando por meio de seu núcleo especializado, o Estado consolidou um canal de comunicação direto, célere e de mútua confiança com as autoridades do país vizinho.
Sem a necessidade de expor publicamente suas ferramentas de análise e rastreio, a precisão das equipes do NIIF foi determinante não apenas para confirmar a identidade do alvo em território estrangeiro, mas para acelerar todos os trâmites diplomáticos e policiais necessários para a sua expulsão do país vizinho.
Detido na noite de 28 de setembro, Francimar foi rapidamente submetido aos trâmites de imigração bolivianos. No final da tarde do dia 29, em uma transição segura e perfeitamente alinhada, o foragido foi entregue às equipes conjuntas na fronteira.
A Polícia Federal de Guajará-Mirim assumiu, então, as formalidades legais finais para o imediato encaminhamento do detento ao sistema prisional local. O sucesso absoluto desta missão reforça a blindagem da região fronteiriça e envia uma mensagem clara: o aprimoramento da análise de dados e a cooperação interinstitucional não deixam refúgios seguros para o crime organizado.
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