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Rondoniaovivo acompanhou, nesta quinta-feira (27), a reunião de trabalho dos Diálogos Federativos promovida pelo governo federal para alinhar as ações de enfrentamento ao fenômeno El Niño na Região Norte. Os ministros e gestores locais debateram estratégias integradas de prevenção, saúde e assistência social para mitigar os impactos climáticos previstos para a temporada 2026-2027, que projeta chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas na região.
Para toda a Região Norte, o governo federal destinará um montante de R$ 582 milhões. Desse total, R$ 61 milhões serão repassados para Rondônia, por meio do Novo PAC e do Fundo Amazônia, para investimentos exclusivos em segurança hídrica. A verba financiará projetos voltados para o abastecimento de água rural, implantação de sistemas sanitários e distribuição de água para aldeias indígenas.
GRÁFICO: Reprodução de Casa Civil do Governo do Brasil
Além da segurança hídrica, a saúde pública também receberá adequações estruturais. O Ministério da Saúde descentralizará a Força Nacional do SUS (FORSUS) com a criação de três bases regionais permanentes na Região Norte para acelerar o tempo de resposta a desastres climáticos.
A base de Belém inicia as atividades em setembro, seguida por Manaus em outubro e Porto Velho em novembro de 2026. Além disso, o governo federal ativou Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC) em Belém e Santarém (PA) para monitorar os impactos de ondas de calor e de secas sobre a população.
GRÁFICO: Reprodução de Casa Civil do Governo do Brasil
A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que o planejamento federal para mitigar as emergências climáticas ocorre de forma contínua. "Nós não estamos trabalhando para o El Niño só agora. Nós estamos trabalhando desde o primeiro dia que o presidente reassumiu o governo", afirmou.
Belchior ressaltou ainda a corresponsabilidade dos entes federados: "Essa resistência aos efeitos da mudança do clima é uma ação que não é só federal, ela também é estadual e municipal. É a soma das nossas ações que vai dar uma maior capacidade para o país".
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu a união de esforços e a prevenção como eixos centrais do plano de contingência. "Nós estamos desenvolvendo ações efetivas para diminuir os efeitos dessa crise climática que vai atingir todo o Brasil", declarou Guimarães.
Ele acrescentou que o objetivo das reuniões virtuais com prefeitos e associações é "enfrentar esse problema preventivamente. Esse é o nosso espírito. Essa é a nossa ação aqui na SRI, ao lado da Casa Civil".
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil apresentou a plataforma Defesa Civil Alerta, que utiliza mensagens de celular para avisar os moradores em áreas de risco de desastres.
Na Região Norte, o sistema registrou 375 alertas emitidos por tecnologia Cell Broadcast (transmissão telefônica, em tradução livre), o correspondente a 13,46% dos avisos nacionais desta modalidade. O órgão federal também disponibiliza o sistema S2ID para capacitar os municípios e gerenciar a liberação de recursos humanitários durante a vigência de decretos de emergência.
GRÁFICO: Reprodução de Casa Civil do Governo do Brasil
Os órgãos de monitoramento ambiental registraram uma redução de 34% na área queimada na Região Norte entre janeiro e agosto de 2026 em comparação com a média histórica.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, as ações integradas do Programa União com Municípios, que investe R$ 800 milhões no controle de incêndios florestais e desmatamento, resultaram em uma queda de 42% nos alertas de desmatamento da Amazônia em comparação com o período anterior.