A campanha Julho Turquesa, dedicada à conscientização sobre a saúde ocular, chama a atenção para uma condição que atinge milhões de brasileiros: a síndrome do Olho Seco. Segundo levantamento citado pela campanha, 34% dos brasileiros com mais de 18 anos apresentam algum sintoma ou grau da doença, que pode comprometer a qualidade de vida e, quando não tratada adequadamente, favorecer complicações na superfície ocular.
Embora muitas pessoas associem o problema apenas à falta de lágrimas, especialistas explicam que o Olho Seco é uma doença multifatorial, relacionada tanto à produção insuficiente quanto à evaporação excessiva da lágrima. O resultado é uma lubrificação inadequada da superfície dos olhos, causando desconforto e alterações na visão.
Uso de telas é um dos principais fatores
O aumento do tempo em frente a computadores, celulares e tablets tem contribuído para o crescimento dos casos. Durante o uso prolongado de dispositivos eletrônicos, a frequência do piscar diminui, favorecendo a evaporação da lágrima e intensificando sintomas como ardência, vermelhidão, sensação de areia nos olhos e visão embaçada.
Além do excesso de telas, outros fatores podem desencadear ou agravar o quadro, entre eles:
⦁ envelhecimento natural;
⦁ menopausa e alterações hormonais;
⦁ exposição prolongada ao ar-condicionado ou ambientes secos;
⦁ baixa umidade do ar;
⦁ mudanças climáticas;
⦁ uso de lentes de contato;
⦁ algumas doenças autoimunes e determinados medicamentos.
Sintomas podem parecer simples, mas merecem atenção
Os principais sinais da síndrome incluem sensação de ressecamento, ardor, coceira, irritação, lacrimejamento excessivo — uma resposta reflexa do organismo — sensibilidade à luz, desconforto ao usar lentes de contato e oscilações na qualidade da visão ao longo do dia.
Embora muitas pessoas recorram a colírios por conta própria, oftalmologistas alertam que o tratamento deve ser orientado por um profissional, já que existem diferentes causas para a doença e cada paciente pode necessitar de uma abordagem específica.
Tratamento deve ser individualizado
Entre as alternativas terapêuticas estão os lubrificantes oculares, conhecidos como lágrimas artificiais, além de mudanças de hábitos, como pausas durante o uso de telas, aumento da frequência do piscar, hidratação adequada e controle das condições ambientais.
Um dos produtos disponíveis no mercado é o Systane® Complete Sem Conservantes, desenvolvido para proporcionar lubrificação da superfície ocular e aliviar diferentes sintomas da síndrome do Olho Seco.
Segundo o médico oftalmologista Gabriel Gorgone, a formulação contém nanopartículas de lipídios que ajudam a estabilizar o filme lacrimal por mais tempo.
"O produto possui nanopartículas de lipídeos em sua formulação. Com isso, é possível estabilizar o filme lacrimal por mais tempo e, com essa ação estendida de até oito horas, proporcionar uma sensação duradoura de alívio para o paciente", afirma o especialista.
Diagnóstico precoce faz diferença
Especialistas reforçam que a automedicação não é recomendada. Como o Olho Seco possui diversas causas, somente uma avaliação oftalmológica pode identificar a origem do problema e indicar o tratamento mais adequado.
Durante o Julho Turquesa, a orientação é que pessoas que apresentem sintomas persistentes procurem atendimento especializado. O diagnóstico precoce e o tratamento correto ajudam a reduzir o desconforto, preservar a saúde da superfície ocular e melhorar significativamente a qualidade de vida.