SAÚDE: Governo de RO confirma caso de ‘ameba comedora de cérebro’ mas descarta risco de surto

Apesar da letalidade da infecção, que vitimou uma criança no mês de abril, Agevisa esclarece que a transmissão não ocorre de pessoa para pessoa

SAÚDE: Governo de RO confirma caso de ‘ameba comedora de cérebro’ mas descarta risco de surto

Foto: Reprodução via Tecplus Telecom

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O Governo de Rondônia veio a público tranquilizar a população após a notificação de um caso raro de meningoencefalite causada pela Naegleria fowleri, popularmente conhecida como "ameba comedora de cérebro", no município de Machadinho d’Oeste. A notificação foi oficialmente debatida durante a reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e registrada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (23).
 
Segundo os dados publicados diário, a gerente técnica da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), Vanessa Ezaki, esclareceu que a situação epidemiológica do estado encontra-se dentro dos padrões esperados para o ano de 2026, afastando completamente qualquer possibilidade de surto.
 
A agência frisou que tratou-se de um "evento isolado", garantindo expressamente que o achado ocorreu "sem risco de transmissão ou contágio para a população". O documento também elogiou a ação célere da equipe do laboratório de Ji-Paraná, que identificou a situação de forma rápida e acionou a Agevisa para as providências sanitárias.
 
Machadinho d'Oeste
 
O alerta das autoridades de saúde remete ao recente falecimento de uma criança de nove anos, moradora de Machadinho d'Oeste. Ela estava internada no Hospital Regional de Cacoal (Heuro) e acabou falecendo no dia 3 de abril de 2026, antes mesmo de os resultados laboratoriais ficarem prontos. O diagnóstico definitivo para a ameba só foi confirmado sete dias depois, em 10 de abril, após análises aprofundadas do Instituto Adolfo Lutz (IAL), em São Paulo.
 
O que é e como se pega?
 
Apesar do nome assustador e da altíssima letalidade da doença, a infecção pela Naegleria fowleri (uma doença chamada Meningoencefalite Amebiana Primária - MAP) é classificada pelas autoridades de saúde como extremamente rara no mundo inteiro.
 
O microrganismo vive livremente em ambientes de água doce e morna, como rios, lagos e açudes. É fundamental destacar que a doença não é transmitida pelo contato entre pessoas e não se contrai ao beber água contaminada.
 
A infecção ocorre de uma única forma: quando a água entra pelo nariz da pessoa. A partir das vias nasais, a ameba utiliza o nervo olfativo para alcançar o cérebro, onde provoca uma inflamação severa e a destruição dos tecidos cerebrais.
 
Sintomas e prevenção
 
No estágio inicial, a infecção apresenta sintomas como forte dor de cabeça frontal, febre, náuseas e vômitos. Com a rápida evolução do quadro, o paciente pode apresentar rigidez no pescoço, alucinações, confusão mental e convulsões. 
 
Em qualquer caso de suspeita, o atendimento médico imediato é crucial.
 
Como forma de prevenção, a Agevisa e o Centro de Controle de Doenças (CDC) recomendam que as pessoas tenham cautela em atividades recreativas aquáticas. A principal orientação é evitar submergir a cabeça ou impedir que a água entre pelo nariz durante mergulhos nesses ambientes de água doce. 
 
Além disso, a higienização nasal deve ser feita sempre com água tratada ou fervida.
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