Depois da reportagem mostrando os acidentes e a reclamação dos condutores, a prefeitura mandou sinalizar com faixa zebrada
Foto: Reprodução
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A instalação recente de um quebra-molas no cruzamento das ruas Capão da Canoa e Liberdade, no bairro Três Marias, zona Leste de Porto Velho, transformou um trecho de ligação rápida entre as avenidas Mamoré e Guaporé em um ponto de risco para motoristas e motociclistas.
Esse tipo de obstáculo exige estudo técnico previamente para medir a real necessidade incluindo quantidade de acidentes e fluxo de veículos, ciclistas e pedestres no local. No entanto, o qubra-molas em um único dia causou quatro acidentes graves por falta de sinalização adequada. Consultado pelo Rondoniaovivo, o secretário Municipal de Segurança, Trânsito e Mobilidade, Iremar Torres Lima, disse que está em viagem e, no momento, não tinha como apresentar o possível estudo de viabilidade realizado pela Semtran.
Somente nesta terça-feira (23), quatro acidentes graves foram registrados no local em horários distintos, gerando revolta entre moradores e cobrança por medidas imediatas das autoridades responsáveis. Todas as vítimas reclamaram que não perceberam o obstáculo por falta de sinalização adequada.
De acordo com relatos da comunidade, a ausência de sinalização no entorno do redutor de velocidade tem surpreendido condutores que trafegam pela via, contribuindo diretamente para as ocorrências. Em um dos casos, um motociclista sofreu ferimentos graves na cabeça, rosto, braços e pernas e precisou de atendimento médico urgente. Em outro, uma mulher teve fratura exposta na perna após perder o controle da motocicleta ao passar pelo obstáculo. Um terceiro condutor também ficou seriamente ferido após uma queda no mesmo ponto.
Moradores do bairro Três Marias afirmam que o trecho é de fluxo intenso e que a intervenção, da forma como foi executada, acabou criando um cenário de risco em vez de reduzir acidentes. A principal cobrança é por sinalização vertical e horizontal adequada, incluindo placas de advertência e pintura visível do redutor, antes da continuidade do tráfego normal no local.
As lombadas são regulamentadas pela Resolução nº 973/2022 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), que estabelece dois modelos oficiais. O Tipo A é utilizado para redução de velocidade a até 30 km/h, com 3,70 metros de comprimento e altura entre 8 e 10 cm. Já o Tipo B é aplicado em vias locais para redução a até 20 km/h, com 1,50 metro de comprimento e altura entre 6 e 8 cm.
A norma também exige que a instalação seja precedida de estudo técnico de engenharia de tráfego e acompanhada de sinalização adequada, com placas A-18 e pintura de advertência no solo.
A reportagem verificou que o quebra-molas instalado na rua Capão da Canoa apresenta aproximadamente 10 centímetros de altura, dentro do limite máximo permitido. No entanto, a largura ultrapassa o padrão técnico, chegando a cerca de 1,73 metro, acima dos 1,50 metro estabelecidos para o Tipo B.
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Outro problema apontado é a ausência inicial de sinalização suficiente para alertar os motoristas sobre o obstáculo, fator considerado determinante para os acidentes registrados. Durante a noite após as ocorrências de acidentes e a repercussão das reclamações, uma equipe realizou pintura zebrada no redutor, medida que começou a melhorar a visibilidade, mas que, segundo moradores, ainda é insuficiente para garantir segurança plena no trecho.

Placas sinalizadoras de alerta do obstáculo redutor de velocidade ainda não foram instaladas, dando tempo e distância para que os condutores percebam o quebra-molas. Somente a placa já no local do obstáculo está instalada. “Tinha que ter placas de alerta muito antes, além dessa já em cima da lombada”, comentou um morador.
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A população cobra uma intervenção imediata dos órgãos responsáveis para adequação da estrutura às normas técnicas e reforço da sinalização. “A placa ficou muito próxima da lombada”, alertou um condutor que sugeriu sinalização alerta antes do local.
Outro fator questionado é que a instalação do quebra-molas ocorreu de forma repentina, sem comunicado ou sinalização que pudesse alertar os condutores que utilizam a via com frequência. “Foi uma surpresa. Num dia a pista estava livre, e depois já apareceu um quebra-molas do nada”, lamentou outro condutor.
O objetivo é evitar novos acidentes em um trecho que, até recentemente, funcionava como via de ligação rápida entre importantes avenidas da região Leste da capital.
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