A versatilidade da nação brasileira multiétnica e as mil e uma formas de cultuar a natureza, não passa ‘em’ branco hoje! Mas passa ‘de’ branco!
Na tradição afro-brasileira e junto aos povos caiçaras, Yemanjá, ou Iemanjá, a Rainha do Mar, é lembrada neste dia, 2 de fevereiro quando os devotos enchem as praias e os rios de suas cidades com flores e oferendas e tomam o ritualístico ‘banho de pipoca’.
No sincretismo religioso brasileiro, Iemanjá é representada na igreja católica como Virgem Maria, Nossa Senhora da Conceição ou Nossa Senhora dos Navegantes (Nossa Senhora das Candeias). É a protetora das crianças, dos marinheiros, das famílias, da moral e obediência às leis sagradas.
Soberana, senhora das emoções, da paz de espírito e da piedade, a deusa ostenta a mesma realeza feminina que organiza e disciplina pela fé e pelo amor. Iemanjá convida hoje para uma vestimenta clara, em respeito à Obatatá, Deus Criador!
Dela, nasceu a humanidade! Com a ajuda Dela, conseguimos ainda habitar mesmo que por ínfimos momentos um cantinho do nosso ser, um pequeno templo, onde meditamos e reunimos a força do perdão, a energia reanimadora para crer que as pessoas são boas e que a paz um dia reinará entre as nações.