Eletrobras diz que usinas do Madeira são estratégicas para relações com Peru e Bolívia
Foto: Divulgação
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O presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz Lopes, afirmou na manhã desta quinta-feira, durante o segundo dia do Forum Nacional promovido no BNDES, que as usinas do rio Madeira, Jirau e Santo Antônio, localizados em Rondônia, serão estratégicas para o país porque permitirão a interligação energética com o Peru e a Bolívia. Ele disse que o país aproveitará a estrutura de transmissão das novas usinas para que o país possa comprar energia das duas nações:
- Quando analisamos isso, vemos que, além dos 6 mil MW produzidos pelas usinas, o projeto do Madeira poderá representar mais 10 mil MW de energia dos dois países - disse.
Ele afirmou que até a estatal ainda não se decidiu como participará do novo leilão que o governo promoverá para a construção das usinas do Teles Pires, na bacia do Tapajós, também na região norte do país.
- Isso é uma decisão do conselho de administração da estatal, mas não acredito que haverá competição entre as subsidiárias. Concorrência entre elas não vai existir. Participação em consórcios diferentes depende, mas acho que isso não vai existir - disse.
Se isso realmente ocorrer, o modelo do novo leilão será diferente do adotado nas outras usinas licitadas na região amazônica nos últimos anos, quando subsidiárias da Eletrobras, como Furnas e Chesf, entraram em consórcios concorrentes, sempre liderados por empresas privadas.
Muniz afirmou que a estatal está finalizando seu plano de investimentos até 2014 e que deverá concluir até o fim do ano a minuta do decreto presidencial para regulamentação da lei que permite à estatal não cumprir integralmente a Lei de Licitações, repetindo o modelo que já é aplicado à Petrobras, que possui mais liberdade de compra devido às características de seu negócio. Ele afirmou que a proposta da estatal fica pronta ainda este ano, mas que a publicação do decreto depende da vontade do presidente.
Além de Muniz, o Forum nacional debateu com outras autoridades do setor energético, como petróleo e etanol. Marcos Marinho Lutz, diretor da Cosan, afirmou que novas pesquisas vão ampliar a produtividade da cana e que, com isso, será possível ampliar a produção de etanol sem ampliar a área de cultivo da cultura, o que significa que não existe risco de aumentar o desmatamento do país para a produção de combustível:
- Se convertermos 10% da atual área de pastagem para a cana, poderemos quadruplicar a produção de etanol sem retirar nenhum espaço de mata ou da produção de alimentos - disse.
Já Dyogo Oliveira, do Ministério da Fazenda, afirmou que o país tem de investir mais fortemente nas pesquisas de carros elétricos e que o Brasil pode tomar a dianteira na produção de carros híbridos, movidos à energia elétrica e biocombustíveis. Ele afirmou que a indústria automobilística tem de pesquisar mais e afirmou que o governo está preocupado com a qualidade dos carros.
Ele apresentou uma pesquisa que indica que modelos fabricados no Brasil são menos eficientes no consumo de energia e na emissão de gases poluentes que similares europeus. Ele citou o exemplo do Fiat Punto, que na Itália faz 22,2 km por litro de gasolina e aqui tem consumo de 14km/l.
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