Cerca de 60 famílias que moram do bairro Tucumanzal, zona Sul de Porto Velho, vivem em área de risco as margens da BR–364, sentidos Rio Branco (AC), há mais de 20 anos. Elas estão aflitas com a falta de informação da SEMUR (Secretaria Municipal de Regularização Fundiária), pois o órgão emitiu cartas de cadastramento para a comunidade solicitando dados pessoais dos moradores em meados de setembro de 2009. Passaram-se oito meses e ainda nada foi explicado aos moradores daquela localidade.
Um dos pioneiros do bairro Tucumanzal, Luiz Gonçalves de Souza, disse na tarde da última quinta-feira (04) que um engenheiro da empresa CAMTER, que participou da construção da BR-364 informou a ele e aos demais moradores que não aceitassem a proposta da Prefeitura de Porto Velho, pois sairiam perdendo com relação a moradia.
“Gostaria que o Prefeito Roberto Sobrinho analisasse nossa situação, não queremos viver em um lugar sem quintal, sem a nossa devida liberdade para as nossas crianças. Se vão tirar a gente mesmo que nos informe para onde e quando vamos. Tem muito pai de família que não está nem dormindo direito”, desabafou Luiz Gonçalves de Souza.
Entramos em contato com a responsável pelo cadastro da SEMUR, identificada apenas pelo primeiro nome, como Solange. Ela disse apenas que os moradores deve procurar o Plantão Social do Santa Barbara para mais informações.
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