ODEBRECHT sabia da Ilha do Padre - Estudo afirma que construtora escolheu Cachoeira de Jirau para lucrar mais

ODEBRECHT sabia da Ilha do Padre - Estudo afirma que construtora escolheu Cachoeira de Jirau para lucrar mais

ODEBRECHT sabia da Ilha do Padre - Estudo afirma que construtora escolheu Cachoeira de Jirau para lucrar mais

Foto: Divulgação

Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.​

  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
0 pessoas reagiram a isso.
A vitória do leilão da Usina Hidrelétrica de Jirau pela Energia Sustentável e a tentativa do consórcio perdedor de anular o resultado chamaram a atenção do meio acadêmico. O professor Nivalde de Castro, do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), co-publicou um estudo em parceria com Roberto Brandão, no qual relaciona uma série de argumentos para afirmar que a líder do consórcio que perdeu o leilão em maio deste ano, estaria mais interessado em obter mais lucro com a obra da hidroelétrica do que com venda de energia elétrica. Segundo o estudo acadêmico, o consórcio Jirau Energia, liderado pela construtora Norberto Odebrecht, escolheu o local onde o empreendimento teria um custo mais elevado em cerca de R$ 10 bilhões. O leilão da primeira usina, a de Santo Antônio, foi vencido pelo consórcio Madeira Energia, do qual também fazia parte a Odebrecht.
 
De acordo com o estudo, a construtora Odebrecht teria sugerido um preço-teto inicial de R$ 160 MW/h, mas com a interferência da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), esse valor foi reduzido para R$ 122 MW/h e terminou com R$ 78,00 MW/h. Esse deságio, segundo o professor Nivalde, é um indício de que custo da obra estava superestimado.

Evidências

Segundo Castro, qualquer estudante de engenharia apontaria o projeto do consórcio vencedor como o ideal. Segundo ele, alguns interlocutores não acreditavam que uma empresa, com a experiência da Odebrecht, não saberia da Ilha do Padre (local escolhido pelo vencedor) e até apostavam que a empresa construiria a usina neste mesmo lugar caso tivesse saído vencedora do leilão.

Na opinião do professor, a Odebrecht visava o lucro cruzado ao oferecer um deságio tão alto para Santo Antonio, que seria compensado pela usina de Jirau. Entre os argumentos, ele aponta que se a usina fosse mudada em apenas um quilômetro o preço cairia em R$ 4 bilhões. A estimativa é de que se aprovada na Ilha do Padre, Jirau custará cerca de R$ 8,7 bilhões.

O estudo da UFRJ garante que o projeto novo da Energia Sustentável tem todas as condições de ser aprovado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Entre as razões estão: a garantia de atender ao edital do leilão quanto a energia assegurada que é de 1.975,3 MW médios, a potência instalada que é de 3.300 MW e que a alteração do local não irá atrapalhar a UHE Santo Antonio.
 
O Ministério do Meio Ambiente e do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, indicaram que até o final desta semana para que a aprovação da licença ambiental da usina seja emitida pelo Ibama. Com esse documento em mãos, o consórcio Energia Sustentável do Brasil poderá iniciar os trabalhos de instalação do canteiro de obras e das ensecadeiras antes da janela hidrológica, que é a estiagem das chuvas na Amazônia, que tem duração de três meses.


Direito ao esquecimento
O que você acha das obras e da largura da pista na Estrada dos Periquitos?
Qual escola de Porto Velho te traz boas lembranças?

* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!

MAIS NOTÍCIAS

Por Editoria

CLASSIFICADOS veja mais

EMPREGOS

PUBLICAÇÕES LEGAIS

DESTAQUES EMPRESARIAIS

EVENTOS

Instale o app do Rondoniaovivo.com Acesse mais rápido o site