ELEIÇÕES 2026: Candidata a deputada federal em Rondônia declara draga de garimpo de R$ 2 mi

Tânia Sena é vice-presidente de uma associação de garimpeiros

ELEIÇÕES 2026: Candidata a deputada federal em Rondônia declara draga de garimpo de R$ 2 mi

Foto: Reprodução de Instagram via Tânia Sena

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A candidata a deputada federal por Rondônia, Tânia Oliveira Sena (Podemos), declarou à Justiça Eleitoral a propriedade de uma draga de garimpo" avaliada em R$ 2.000.000,00. O equipamento de extração mineral é o item de maior valor registrado em sua lista oficial de bens para as eleições de 2026.
 
Registrada nas urnas sob o nome Tânia Sena, a candidata atua profissionalmente como advogada. A declaração entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta um patrimônio acumulado superior a R$ 2,4 milhões.
 
 
CAPTURA DE TELA: Reprodução de Divulgacand - TSE
 
 
lém da draga, a relação de bens inclui uma caminhonete Ford Ranger (R$ 246.000,00), um veículo elétrico BYD Dolphin Mini (R$ 100.000,00), uma lancha com motor 90 (R$ 38.500,00), terrenos e cotas de capital nas sociedades empresariais "Nestor e Sena" e "Sena e Sena".
 
Paralelamente à carreira jurídica, Sena ocupa o cargo de vice-presidente da Cooperativa de Garimpeiros da Amazônia (Coogam), organização fundada pelo pai Geomario Leitão de Sena. A cooperativa controla atividades de mineração na região Norte há quase três décadas e afirma possuir dezenas de requerimentos de Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) concedidas pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Segundo a própria Coogam, há frentes de atuação distribuídas no Amazonas, no Pará e nos municípios rondonienses de Porto Velho e Nova Mamoré.
 
O nome da dirigente ganhou projeção nacional em novembro de 2021, durante um episódio de grande aglomeração de centenas de balsas de garimpo ilegal no rio Madeira, na região da comunidade Rosarinho, em Autazes (AM). Na ocasião, a Polícia Federal e a Marinha deflagraram uma operação que resultou na destruição de 131 balsas e dragas que operavam irregularmente na hidrovia.
 
Em entrevista concedida à agência Amazônia Real à época dos fatos, Tânia defendeu a legalidade das operações da cooperativa e negou a existência de contaminação ambiental na bacia hidrográfica - algo que é comprovado cientificamente por estudos da Universidade Federal de Rondônia. 
 
"Trabalhamos com o garimpo sempre legalizado e tentamos legalizar o máximo de áreas possíveis. (...) Temos dados para mostrar que o rio Madeira não tem contaminação de mercúrio. Pelo contrário, ele está abaixo dos níveis permitidos", declarou a vice-presidente. Ela também argumentou que o garimpo na região amazônica foi historicamente incentivado por ex-governadores.
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