Uma grande erosão às margens do igarapé Santa Bárbara, próximo ao km 1 da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, continua sem solução e compromete o acesso aos bairros Cai N’Água e Triângulo, em Porto Velho. O trecho, localizado próximo ao rio Madeira, já foi interditado pela Defesa Civil devido ao risco de desmoronamento, mas, segundo moradores, nenhuma obra definitiva foi executada para conter o avanço do problema.
A área é monitorada pela Defesa Civil de Porto Velho desde o início deste ano, após apresentar instabilidade no solo nas proximidades de uma tubulação responsável pelo escoamento de águas pluviais em direção ao rio Madeira. A erosão avançou sobre a via e passou a ameaçar diretamente a circulação de moradores e veículos.
No bairro Triângulo, moradores denunciam o abandono do que consideram a única via de acesso à comunidade localizada às margens do Madeira. O trecho apresenta rachaduras, desníveis, erosões e pontos onde o solo já desmoronou.
O problema, segundo os moradores, não é recente. A erosão atravessou diferentes administrações municipais sem que uma solução definitiva fosse implantada. Em períodos de maior comprometimento da estrada, a própria comunidade precisou improvisar estruturas de madeira para permitir a passagem.
Mesmo depois de receber pavimentação asfáltica, a via voltou a apresentar problemas estruturais. O solo continua cedendo e as rachaduras aumentam o risco para pedestres, motociclistas e motoristas que precisam utilizar o trecho diariamente.
A sinalização instalada pela Defesa Civil alerta para o perigo, mas os moradores reclamam que a interdição não foi acompanhada de uma intervenção capaz de eliminar a causa da erosão. A preocupação aumenta diante da possibilidade de novos desmoronamentos, especialmente durante períodos de chuvas intensas e elevação do nível do rio Madeira.
A comunidade cobra do poder público uma intervenção emergencial para estabilizar o terreno, recuperar a via e garantir condições seguras de circulação. Para os moradores, a manutenção apenas paliativa não resolve o problema, que permanece avançando e ameaça comprometer definitivamente o acesso aos bairros.