Uma imagem captada em 12 de outubro pelo satélite Aqua revela extensas plumas de fumaça nas regiões de Manaus e Santarém. O registro foi divulgado pela agência espacial americana no dia 15.
Dados do INPE mostram que o Amazonas contabilizou 8.084 focos de calor de 1º de janeiro a 15 de outubro, contra 3.674 no mesmo período de 2025: alta de 120%. No Pará, foram 5.712 detecções somente na primeira quinzena de outubro.
E há incêndios que os sistemas convencionais podem não enxergar. Um pesquisador ligado à NASA identificou, na área de Santarém, cerca de 40% mais possíveis incêndios do que os registrados nas contagens de fogo ativo do sistema FIRMS. Fumaça, nuvens e copas das árvores dificultam a detecção de chamas que avançam sob a floresta. O percentual não vale para toda a Amazônia.
Em Manaus, a fumaça afetou a rotina da população, com suspensão de aulas e cancelamento de eventos. Em 16 de outubro, uma estação de monitoramento registrou 167,9 µg/m³ de partículas finas, valor classificado como péssimo pela plataforma SELVA.
Segundo cientistas da NASA, a seca associada ao El Niño aumenta a vulnerabilidade da vegetação. A maior parte dos incêndios tem origem humana, e os pesquisadores alertam para riscos que podem se estender a 2027.