O pedido de patente já foi depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI)
Foto: Agência FAPESP
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Pesquisadores ligados à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um açúcar de cana com menor impacto glicêmico, utilizando compostos extraídos de grãos de café verde defeituosos e da pele vermelha do amendoim, subprodutos da agroindústria brasileira.
Em testes preliminares com 25 voluntários, a combinação dos extratos reduziu em até 50% o impacto glicêmico da sacarose, segundo informações divulgadas pela Agência FAPESP. A tecnologia incorpora os compostos fenólicos aos cristais de açúcar por meio de um processo chamado cocristalização.
O estudo foi conduzido por pesquisadores da Plataforma Biotecnológica Integrada de Ingredientes Saudáveis (PBIS), que reúne instituições como Unicamp, Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e Universidade de São Paulo (USP). O pedido de patente já foi depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Apesar dos resultados, ainda não há comprovação de que o produto tenha menos calorias que o açúcar convencional. Os pesquisadores também pretendem investigar seus efeitos sobre a microbiota intestinal.
A tecnologia está em fase de desenvolvimento para aplicação industrial e ainda depende de etapas regulatórias antes de chegar ao mercado. A proposta é aproveitar resíduos agroindustriais para produzir um ingrediente com potencial de reduzir a velocidade de elevação da glicose no sangue.
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