O diagnóstico também aponta a necessidade de ações específicas para o grupo “nem-nem”
Foto: Magnific
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Mesmo com a queda do desemprego e o avanço da formalização, a permanência no mercado de trabalho ainda é o principal desafio dos jovens brasileiros. Um diagnóstico apresentado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelou que milhões de jovens conseguem uma oportunidade, mas enfrentam dificuldades para construir uma trajetória profissional estável.
O levantamento “Os jovens no Brasil: Permanências e necessidades de mudança”, baseado em dados da PNAD Contínua do primeiro trimestre de 2026, mostra que o país tem 32,9 milhões de jovens entre 14 e 24 anos, o equivalente a 15,4% da população.
Do total, 12,8 milhões apenas estudam, 9,6 milhões somente trabalham, 4,3 milhões conciliam estudo e trabalho, enquanto 6,2 milhões estão fora da escola e do mercado de trabalho, grupo conhecido como “nem-nem”.
O estudo aponta que, apesar dos avanços, a juventude ainda enfrenta obstáculos como baixa qualificação, salários reduzidos e alta rotatividade. Entre os jovens empregados, 84% ocupam funções sem exigência de formação específica, e 7,8 milhões recebem até 1,5 salário mínimo.
O desemprego entre jovens caiu nos últimos anos, chegando a 13,8% entre pessoas de 18 a 24 anos e 25,1% entre adolescentes de 14 a 17 anos. Mesmo assim, o índice permanece acima da média nacional, que está em 5,8%.
A formalização também avançou: 57,8% dos jovens ocupados possuem carteira assinada, somando cerca de 8 milhões de trabalhadores. Porém, a dificuldade está em permanecer no emprego: 52% dos adolescentes e 38,2% dos jovens adultos ficam menos de um ano na mesma ocupação.
O Ministério do Trabalho destaca que ampliar a escolaridade, reduzir a evasão, fortalecer programas de aprendizagem e preparar os jovens para áreas tecnológicas são caminhos para melhorar a inserção profissional.
O diagnóstico também aponta a necessidade de ações específicas para o grupo “nem-nem”, especialmente entre jovens em situação de maior vulnerabilidade, além da expansão de oportunidades de qualificação e emprego nas regiões Norte e Nordeste.
Para especialistas, o desafio não é apenas gerar vagas, mas criar condições para que os jovens consigam transformar o primeiro emprego em uma trajetória de crescimento profissional.
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