A TURMA: Grupo armado ligado a Vorcaro tinha fuzis, blindados e estrutura paramilitar

A PF afirma que integrantes realizavam monitoramento e ações de intimidação contra pessoas consideradas desafetas

A TURMA: Grupo armado ligado a Vorcaro tinha fuzis, blindados e estrutura paramilitar

Foto: Reprodução

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A Polícia Federal identificou uma estrutura armada que, segundo a investigação, estaria ligada ao grupo conhecido como “A Turma”, associado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Relatório da PF, que teve o sigilo retirado nesta terça-feira (16), aponta que o grupo contava com armamento pesado, veículos blindados e uma organização semelhante a uma estrutura paramilitar.
 
De acordo com os investigadores, mensagens encontradas no celular de Vorcaro indicam que a estrutura era utilizada para proteção de interesses pessoais e econômicos da família. A PF afirma que integrantes realizavam monitoramento e ações de intimidação contra pessoas consideradas desafetas.
 
O relatório cita o envolvimento do operador do jogo do bicho Manoel Mendes Rodrigues, apontado como responsável por fornecer o aparato de segurança do grupo. Segundo a PF, a organização teria integrantes armados com fuzis, veículos blindados e outros equipamentos de alto poder de fogo.
 
A investigação também afirma que Manoel Mendes Rodrigues teria feito declarações defendendo ataques contra policiais militares que não fossem aliados do grupo. Para a Polícia Federal, a estrutura apresentava características de organização paramilitar e teria sido colocada à disposição dos interesses da família Vorcaro.
 
O documento relata ainda uma reunião em que participantes teriam sido recebidos por homens armados e veículos blindados. Segundo a PF, os envolvidos descreveram a situação como semelhante a estar em um ambiente de forte aparato militar.
 
Cobranças e pagamentos
 
A investigação também aponta que Manoel Mendes Rodrigues teria participado de negociações envolvendo pagamentos à família de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, após sua morte.
 
Mensagens apreendidas pela PF mostram cobranças feitas por familiares de Mourão a integrantes da família Vorcaro. Segundo os investigadores, houve tentativa de pressionar por repasses financeiros e evitar possíveis revelações relacionadas ao caso.
 
A Polícia Federal classifica o grupo investigado como uma espécie de milícia privada ligada ao banqueiro e afirma que a apuração busca esclarecer a atuação de pessoas envolvidas em supostas ações de pressão, segurança armada e movimentações patrimoniais. Os investigados ainda poderão apresentar suas versões no decorrer do processo.
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