A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (9/11) o presidente do TJ-ES (Tribunal de Justiça do Espírito Santo, desembargador Frederico Guilherme Pimentel, além de outros dois desembargadores e um juiz, suspeitos de integrar um esquema de manipulação de processos e venda de sentenças judiciais no Estado.
Também foram detidos pela operação batizada de Naufrágio três advogados, uma servidora do TJ e um membro do MP-ES (Ministério Público do Espírito Santo), flagrado com a posse de armas e munições restritas.
Os sete mandados de prisão temporária e as 24 operações de busca e apreensão foram autorizados pela ministra Laurita Vaz, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que desde abril comanda o inquérito sob segredo de Justiça.
Segundo o STJ, a ação do suposto grupo criminoso teria se concentrado também em tráfico de influência e nepotismo, expedientes utilizados para facilitar o direcionamento dos processos para juízes ligados ao esquema de compra de decisões judiciais.
Ainda de acordo com a nota, esse é o primeiro inquérito judicial totalmente digitalizado na Corte Especial do STJ, o que agiliza a tramitação e facilita o acesso dos advogados ao processo.
Os presos serão transferidos para a sede da Polícia Federal em Brasília, onde deverão ser interrogados por Laurita Vaz.
Segundo a PF, as investigações que resultaram na ação desta terça-feira derivam da operação Titanic, deflagrada em abril de 2008, que desarticulou um esquema de importação subfaturada de veículos no porto de Vila Velha.