Embalado por uma pesquisa do Instituto Phoenix, que assegura uma avaliação positiva do seu governo acima de setenta por cento, o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, aparece nas conversas de bastidores como forte candidato à sucessão do governado de Rondônia em 2022.
Essa provavelmente seja a maior avaliação do tucano desde que ele chegou ao palácio Tancredo Neves.
Ainda de acordo com os mesmos observadores, o sucesso da empreitada, porém, estaria vinculado a escolha do vice.
Na hipótese de Hildon resolver entrar na briga pelo comando do Estado, convém pensar com muito cuidado sobre o assunto. Esse negócio de aceitar companheiro de chapa por mero capricho ou devaneio de cúpula partidária não é conduta ajuizada.
Apesar de respeitar os que consideram o candidato a vice uma figura decorativa, insinuando que sua indicação em nada contribui na decisão do eleitor, discordo, e por vários motivos, entre eles: 1) - um vice ficha limpa, com predicados de idealismo, transmite credibilidade a chapa e segurança ao eleitor; 2) - deixa o titular menos suscetível aos ataques da artilharia inimiga durante a campanha eleitoral; 3) - ajuda o titular na condução dos negócios públicos, conversando com a sociedade e somando forças com o governante.
É só observar a conduta serena e equilibrada do vice-prefeito Mauricio Carvalho; e 4) – pode parecer redundante, mas não custa salientar que, na ausência do titular, quem assume é o vice.
Até as convenções partidárias, muito água correrá debaixo da ponte. Quem fala em disputar o governo, hoje, amanhã poderá mudar de ideia, resolver concorrer ao Senado, à Câmara dos Deputados, ou vice versa.
Certo mesmo é que, enquanto caem os índices de avaliação negativa do governo Hildon, sobem os números que auferem a popularidade do tucano, cuja aprovação supera os setenta por cento, segundo o Instituto Phoenix, índice esse capaz de deixar muitos políticos morrendo de inveja.
Que o prefeito aproveite o momento mais que propicio para levar à prática obras e serviços de que tanto a população precisa – alguns inadiáveis.