No Cone Sul, Bacia Leiteira, Vale do Jamari, Zona da Mata e Capital
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Quando foi criada, em 2011, a empresa Peixes da Amazônia era um símbolo da vitória do conceito de que um novo Brasil viria da associação entre o poder público e a iniciativa privada. O novo Brasil que veio foi esse que aí está, enredado numa teia de interesses pessoais e de grupos. A empresa criada para ser um modelo invencível, hoje, parece a imagem de um pássaro que depois de atingido por uma pedra ainda tenta se manter voando, até que mais pedradas a põem abaixo de vez.
O novo Brasil, apesar do barulho causado pela polarização lulismo x bolsonarismo, tem no texto da Constituição todas as condições de prevalecer depois que as paixões eleitorais caírem na realidade de que não há mais espaço para ditadores. Já o caso da Peixes da Amazônia é uma situação que embute lições significativas, duas das quais se destacam: a primeira é que uma empresa público-privada só será invencível se harmonizar suas partes em objetivos, ações e resultados, não sendo possível esperar nada além do fracasso se isso não acontecer; a outra é estudar o que aconteceu para conjurar os malefícios que a derrubaram.
Uma empresa que nunca poderia dar errado, deu. Um país que deveria se unir, sobretudo quando a economia dá sinais de dificuldades para cidadãos e instituições, continua desunido. É bom nem perguntar à Inteligência Artificial porque isso acontece. Ela pode ser tentada a atribuir tudo à burrice natural humana.
Alguns clãs políticos rondonienses, estabelecidos há quase 40 anos no estado, se deram mal nas eleições 2026. O clã Donadon com sede em Vilhena e poder dominante no Cone Sul rondoniense, não reelegeu a deputada estadual Rosangela Donadon e tampouco emplacou a volta do ex-deputado federal Natan Donadon a Câmara dos Deputados. A dinastia chegou a controlar prefeituras do sul do estado e reeleger seguidamente prefeitos em Vilhena e Colorado do Oeste e quase se perpetuar na Assembleia Legislativa de Rondônia. Também o clã dos Muletas, na Bacia Leiteira deixou de eleger deputadas em 2026 a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.
Outras dinastias políticas rondonienses não vicejaram nas eleições 2026. Em Ariquemes e Vale do Jamari, onde o clã Amorim elegeu prefeitos, deputados estaduais e até um senador, no pleito de outubro escafedeu-se com a derrota do chefe do clã, o fazendeiro Ernandes Amorim. O clã Cassol, que sempre elegeu prefeitos, também deputados federais e senadores, não emplacou a candidatura da ex-deputada federal Jaqueline Cassol a Câmara dos Deputados. Em Porto Velho, o clã dos Negreiros não obteve sucesso na eleição a ex-vereadora Glaucia Negreiros a Assemblei Legislativa.
No confronto estabelecido nas eleições 2026 entre vereadores emergentes e os deputados estaduais, os parlamentares do estado levaram a melhor, inclusive em Porto Velho onde os vereadores fizeram uma campanha demolidora. Com isto, 16 deputados conseguiram a reeleição e nenhum vereador com alta cotação como foram os casos de Marcio Pacele, o vereador mais votado na capital, Breno Mendes, Marcos Combate, Everaldo Fogaça criaram asas. Dos vereadores, apenas Sofia Andrade se deu bem, mas foi na disputa de uma cadeira a Câmara Federal. Elis Regina ficou numa das suplências.
O PT dobrou sua representação na Assembleia Legislativa, desde a reeleição da competente deputada Claudia de Jesus a eleição da ex-senadora Fatima Cleide que obteve a segunda vaga. O PT teve uma chapa forte para a Assembleia Legislativa e isto ajudou o aumento da representatividade. Chama atenção o que ocorreu em Ji-Paraná que mesmo sendo o segundo colégio eleitoral mais importante de Rondônia não elegeu um deputado federal. Um dos favoritos para ser o mais votado no estado, o ex-prefeito Jesualdo Pires, naufragou nas urnas. A capital da BR elegia pelo menos dois federais em cada pleito, desde a primeira eleição com Orestes Muniz e Assis Canuto.
No segmento evangélico, onde se verificou um exagero no lançamento de candidaturas, nomes considerados com grandes chances como o pastor Valadares a Câmara Federal e a vice-prefeita de Porto Velho Magna dos Anjos a ALERO não lograram êxito nas urnas. Do meio dos comunicadores, o ex-radialista Marcos Rogério, virou governador, a ex-apresentadora de TV Cristiane Lopes se reelegeu a mais um mandato na Câmara dos Deputados. A destacar os políticos mais votados a Câmara dos Deputados, o deputado federal Lucio Mosquini e a Assembleia Legislativa Laerte Gomes de orientação conservadora. Ambos tinham sidos mais votados também nas eleições de 2022.
***Vamos ao segundo turno entre os candidatos a presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e Luís Inácio Lula da Silva (PT). O resultado surpreendeu e foi difícil o atual presidente reanimar sua militância para a próxima etapa *** Lideranças emergentes não conseguiram se eleger aos cargos proporcionais no pleito 2026. Em Porto Velho, a juíza Euma Tourinho e o dirigente Célio Lopes, no interior Marlei Mezomo, tinham expectativas de milhores votações *** O mesmo ocorreu com ex-prefeitos da estatura política e relevante como Mauro Nazif (Porto Velho), Carlos Magno (Ouro Preto do Oeste). Interessante que neste pleito não tivemos grandes reviravoltas, as chamadas zebras políticas.
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