Em Rondônia os eventos mais aguardados são dos candidatos de ponteira nas sondagens eleitorais
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Duvidar, questionar e pôr à prova são fundamentais para o avanço da ciência e consequentemente para o progresso da sociedade humana. A boa aplicação dessas regras se revela agora na iniciativa de uma equipe internacional de cientistas que lançou um apelo para mudar a compreensão sobre o que é e como se deve agir para entender e conquistar o desenvolvimento sustentável.
É importante conhecer essa iniciativa para não perder o bonde do debate climático e suas relações com a economia e a sociedade. Parte do princípio de que as atuais estruturas de sustentabilidade não têm sido adequadas para um mundo que enfrenta mudanças climáticas aceleradas, perda de biodiversidade e desigualdades socioeconômicas. A falha está em separar a natureza, a sociedade e a economia em três blocos, sem compreender que são partes de um mesmo conjunto com interferências mútuas. Os cientistas sugerem um novo modelo, em que a natureza seja considerada a base, a economia seja o conjunto de ações que interferem nela e ambas sirvam aos interesses sociais.
Nesse caso, supera-se o atual entendimento, segundo o qual a governança humana impõe regras à economia e está à natureza, quando deveriam funcionar não só de cima para baixo, mas também de baixo para cima e como vasos comunicantes visando ao reequilíbrio do desenvolvimento global dentro de limites, necessidades e correções. A alternativa é o desequilíbrio.
A campanha eleitoral 2026 começa para valer a partir de 20 de julho com as convenções partidárias que vão homologar oficialmente as candidaturas aos cargos eletivos. O rito segue até 5 de agosto. Em Rondônia os eventos mais aguardados são dos candidatos de ponteira nas sondagens eleitorais, que são os pré-candidatos, senador Marcos Rogerio (PL-Ji-Paraná), dos ex-prefeitos Hildon Chaves (Porto Velho) e Adailton Fúria (Cacoal). Todos eles já com os vices definidos, respectivamente Delegado Camargo (Ariquemes), Cirone Deiró (Cacoal) e Everton Leoni (Porto Velho).
As dobradinhas de candidatos ao governo com base eleitoral em Porto Velho tendo vices de Ji-Paraná seguiram as primeiras eleições no contexto político rondoniense. Na primeira eleição ao governo do estado com o candidato sendo de Porto Velho, Jeronimo Santana, com o vice de Ji-Paraná, Orestes Muniz em 1986. Já eleição seguinte, em 1990, foram eleitos o governador com base eleitoral igualmente em Porto Velho com Oswaldo Piana Filho, tendo como vice também de Ji-Paraná, Assis Canuto. Já em 1994, emergia o fenômeno Valdir Raupp (Rolim de Moura) com o vice de Porto Velho Xxxxxxxx Xxxxxxxx. Ji-Paraná que elegeria governador José Bianco em 98, com o vice Miguel de Souza da capital e só voltaria a contar com vice com Airton Gurgacz na chapa do governador eleito Confúcio Moura em 2010.
Com as eleições 2026, pela primeira vez Rondônia poderá emplacar uma ou até duas senadoras. O segmento comparece ao pleito de outubro com duas candidaturas competitivas, as das deputadas federais Silvia Cristina (PP-Ji-Paraná) e da ex-deputada federal Xxxxxxx Xxxxxxxx (União Brasil-Porto Velho). Ambas postulantes fazendo dobradinhas com o governadoravel Hildon Chaves através da Federação União Brasil com os Progressistas. A única senadora eleita até agora em Rondônia foi a petista Fatima Cleide, na primeira onda Lula que tomou conta do estado em décadas passadas. Neste pleito, Fatima disputa uma cadeira a Assembleia Legislativa.
Sem grandes mobilizações e com a ausências de lideranças históricas na campanha, casos de Valdir Raupp, Marinha Raupp, Amir Lando e Tomás Correia, não se vê a candidatura do professor universitário Pedro Abib (Porto Velho) prosperando nas sondagens eleitorais. Isto tem gerado especulações, como não seria uma candidatura para valer e que seu nome está lançado para tentar alguma composição com algum candidato de ponteira. Se as especulações terão algum fundamento só será possível avaliar durante as convenções partidárias durante a homologação dos governadoráveis para o pleito de outubro. Estas especulações não deixam Abib criar asas.
Desunido, com nominatas sofríveis para a disputa das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa e das oito cadeiras a Câmara dos Deputados, o MDB comparece a campanha 2026 com alguma estrutura herdada de gestões históricas, como as de Jeronimo Santana, Valdir Raupp e Confúcio Moura. Mas nesta jornada foi objeto de uma grande debandada de liderança, perdendo deputados estaduais e federais que migraram para outras legendas de orientação mais à direita. A legenda vem ainda com apostas equivocadas nas alianças para outros cargos eletivos.
***O ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria, o candidato chapa branca ao governo de Rondônia é o único postulante de ponteira com a composição mais fraca ao Senado. Enquanto Hildon Chaves conta com Silvia Cristina e Mariana Carvalho, Fúria só tem Luís Fernando, um nome considerado inexpressivo eleitoralmente ***Já a chapa de Marcos Rogério é puro-sangue bolsonarista ao governo e ao Senado conta com o deputado federal Fernando Máximo e Bruno Scheidt. O vice de Rogério é o Delegado Camargo, da extrema direita. *** E temos grande expectativa para as convenções partidárias que começam no próximo dia 20.
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