ONDA BOLSONARISTA: Uma onda bolsonarista varreu Rondônia de cabo a rabo

Também nas cadeiras a Câmara dos Deputados e para Assembleia Legislativa prevaleceram os nomes conservadores

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Prioridades urgentes

 

As veias abertas da Amazônia são seus rios. Rasgando a densa floresta, desde os grandes rios aos mais temporários igarapés, é pelos cursos de água que a economia amazônica transita desde suas mais remotas fontes de produção até as plataformas de exportação. Não é surpresa, portanto, que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) tenha decidido dar prioridade à análise de pedidos emergenciais de autorização especial para instalação e utilização de estruturas flutuantes, píeres provisórios e outras soluções para transbordo ou baldeação de cargas na região. Prioridade e urgência andando juntas com a modernização.

 

A pergunta que surge após essa decisão é por que ela foi tomada agora e não antes, já que se trata de uma antiga prioridade e de uma urgência que há algum tempo já reclamava ser levada em conta. A causa está no risco de fortes consequências de uma seca anunciada como a “mãe” de todas elas desde que começaram a ser medidos os impactos do clima na economia regional.

 

A rigor, tudo que se faz em favor da melhor navegabilidade dos nossos cursos de água pode se enquadrar como prioridade e urgência. A necessidade de suportar os eventos climáticos extremos só veio reforçar as iniciativas que já estavam em andamento, propostas ou sugeridas, como a importância de antecipar ações capazes de reduzir impactos e contribuir para a continuidade dos serviços caso haja obstáculos graves.

 

 

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Grande virada

 

Numa virada bolsonarista na disputa ao Palácio do Planalto, o senador Flavio Bolsonaro infringiu uma baita derrota ao atual presidente Lula e sai na frente no segundo turno, como favorito na corrida presidencial. Vai ao segundo turno com a presença no seu palanque dos senadores e governadores eleitos de estados importantes, como de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina. Com boa vantagem e uma tendência brasileira voltada ao conservadorismo, Flávio Bolsonaro está com a faca e o queijo da mão para alcançar o lugar de Lula.

 

 

Onda bolsonarista

 

Uma onda bolsonarista varreu Rondônia de cabo a rabo, garantindo a eleição em primeiro turno do senador Marcos Rogério (PL) ao governo de Rondônia, dos dois senadores bolsonaristas, deputado federal Fernando Máximo e do fazendeiro Bruno Scheidt que usava o sobrenome do ex-presidente Jair Bolsonaro. Também nas cadeiras a Câmara dos Deputados e para Assembleia Legislativa de Rondônia prevaleceram os nomes conservadores.  Em Rondônia, os bolsonaristas fizeram barba, cabelo e bigode num dos estados considerados mais a direita do País, ao lado de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Acre, Roraima, Paraná e Rio Grande do Sul.

 

 

Grande vitória

 

Na eleição ao governo de Rondônia esperava-se uma peleja em dois turnos. Afinal, Marcos Rogério estava enfrentando os dois ex-prefeitos Hildon Chaves (Federação União Progressista) e Adailton Fúria (PSD) melhores avaliados da safra passada, eleitos e reeleitos com mais de 80 por cento dos votos cada um e seus municípios. Além destes dois nomes de peso, ainda existia um candidato apoiado pelo presidente Lula, Expedito Neto, o MDB, com Pedro Abid, de um partido tradicional que já elegeu três govenadores desde a criação do estado, casos de Jeronimo Santana, Valdir Raupp e Confúcio Moura. Mas na última semana, beneficiado pela onda bolsonarista num efeito manada e uma campanha redondinha e ainda com excelente presença dos debates, Rogério devorou os adversários como uma sucuri faminta.

 

 

Os mais votados

 

Assim como elegeu o governador Marcos Rogerio e os dois senadores, Fernando Máximo e Bruno Scheidt, o bolsonarismo emplacou os deputados federais mais votados, como Lúcio Mosquini e Coronel Chrisostomo, eleitos pelo PL. Na verdade toda bancada federal é conservadora, com vários parlamentares eleitos, embora com atuação sofrível no Congresso Nacional na defesa das causas rondonienses, como o pedagiamento da BR 364, na luta contra o brutal reajuste das tarifas aéreas, etc. Novamente na Assembleia Legislativa, a onda conservadora montou maioria. Espantoso é que existiu pouca renovação dos quadros tanto no Legislativo estadual.  Apenas um terço de novos deputados.

 

 

Renovação minguada

 

Dos 24 deputados estaduais apenas oito foram de novos deputados. Algumas decepções marcaram a eleição, a deputada estadual Ieda Chaves, a segunda mais voada no pleito passado, não logrou a reeleição. Carlos Magno, bem cotado, tubulou. Os ex-presidentes da Assembleia Legislativa, considerados favoritíssimos para serem os mais votados, como Alex Redano e Marcelo Cruz se elegeram com votações apertadas. Para a Câmara dos Deputados, o deputado federal Lucio Mosquini bateu novo recorde de votação ao se reeleger com mais de 154 mil votos, mais de 16 por cento dos votantes. Entre os novos da Câmara Federal estão Sofia Andrade e Jaime Gazola (Porto Velho) e Joliane Fúria (Cacoal).

 

 

Muitas decepções

 

Muitos candidatos à Câmara dos Deputados considerados nomes de ponteira, decepcionaram nas urnas, casos do ex-prefeito de Ji-Paraná Jesualdo Pires, do ex-prefeito de Porto Velho Mauro Nazif, dos ex-deputados federais Jaqueline Cassol e Luís Claudio. Da Câmara de Vereadores de Porto Velho, que de cada legislatura emplacava dois a três vereadores eleitos deputados estaduais nesta temporada nenhum deles alcançou a façanha. Mas a vereadora Sofia Andrade obteve uma cadeira a Câmara dos Deputados, se mostrando uma liderança promissora e emergente no segmento conservador.

 

 

A força de Leo

 

O prefeito de Porto Velho Leo Moraes (Podemos) se deu bem na eleição 2026. Elegeu seu mano Paulo Moraes Junior com excelente votação a Assembleia Legislativa, sua mãe Sandra Moraes suplente do senador Fernando Máximo e emplacou dois deputados federais, seu ex-secretário da saúde Jaime Gazola e sua pupila, a atual deputada federal Cristiane Lopes. Mostrou força para sua reeleição em 2028 provavelmente enfrentando o ex-prefeito Hildon Chaves, derrotado no pleito a governador. Moraes foi convertido ao bolsonarismo.

 

 

Plano Cebolinha

 

O Plano Cebolinha, idealizado pelo ex-senador Expedito Junior, lançando dois candidatos ao governo de Rondônia, o seu filho Expedito Neto (PT) e o ex-prefeito Adailton Fúria (PSD) acabou fracassando ante a maré bolsonarista. Tanto Neto, como Fúria foram atropelados, frutos de equívocos petistas –com um candidato a governador lançado goela abaixo pelo diretório nacional –e Fúria com seu jogo de encenação de rompimento com o governador Marcos Rocha. Enfim, uma torrente conservadora varreu o país, atingindo seriamente as composições da esquerda na Câmara dos Deputados e no Senado.

 

 

 Via Direta

 

Fracassando nos debates e sem a votação espetacular esperada na capital, o ex-prefeito Hildon Chaves tubulou gloriosamente no pleito de domingo*** Movimento intenso na BR 319, que conecta Porto Velho a Manaus. Empresas de ônibus com vários horários, caminhões de cargas, veículos piratas transportando passageiros e no trajeto obras de manutenção e asfaltamento em alguns trechos *** Também foi intenso movimento de políticos e cabos eleitorais comprando votos no sábado. Os eleitores cadastrados recebiam gasolina e mais R$ 150,00 *** Com o pagamento do funcionalismo o final e semana teve reação nas vendas no comércio lojista e nos supermercados da capital.  

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