OPINIÃO: CFM entre ignorância e obscurantismo na condução da medicina/Por Édson Silveira

Quando o Conselho Federal de medicina receita ignorância e prescreve obscurantismo

OPINIÃO: CFM entre ignorância e obscurantismo na condução da medicina/Por Édson Silveira

Foto: Reprodução

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O histórico desse médico já diz tudo. Não é tropeço, não é acaso, não é mal-entendido. É método. É projeto. Hiran Galo, presidente do Conselho Federal de Medicina, conseguiu transformar o jaleco em fantasia ideológica e o CFM em puxadinho do negacionismo. Um feito notável e trágico.
 
Médico por diploma, militante do atraso por convicção, Hiran não apenas envergonha a categoria médica como ainda arrasta Rondônia para o centro do vexame nacional. Como se já não bastassem nossos próprios problemas, agora precisamos explicar por que o presidente do órgão máximo da medicina brasileira age como comentarista de WhatsApp com carimbo institucional.
 
A mais recente trapalhada do CFM apenas confirmou o que médicos sérios denunciam há anos: o conselho abandonou a ciência e resolveu flertar com a superstição. A convocação de seu presidente para dar explicações não é perseguição política  é consequência natural de quem confunde medicina baseada em evidências com ideologia de estimação.
 
O episódio envolvendo Jair Bolsonaro foi exemplar. Hiran determinou a abertura de processo investigativo contra médicos que atenderam o ex-presidente após uma queda nas dependências da Polícia Federal, em Brasília. Nenhum indício técnico, nenhuma infração ética concreta. Apenas servilismo político em estado bruto. O constrangimento foi tão grande que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, precisou anular o ato, lembrando ao CFM em tom pedagógico que conselho profissional não é milícia ideológica nem guarda pessoal de político.
 
Medicina não é opinião. Não é live. Não é bravata. Quando o CFM institucionaliza o desprezo pela ciência, ele não apenas erra: ele compromete vidas, destrói confiança social e transforma a profissão em caricatura.
 
O negacionismo de Hiran Galo não é detalhe biográfico, é linha editorial. E o CFM, ao sustentá-lo na presidência, assume integralmente essa escolha. Depois não adianta reclamar da crise de credibilidade médica. Quem troca ciência por ideologia acaba mesmo receitando ignorância e colhendo descrédito.
 
A medicina brasileira é maior do que isso. O problema é que, hoje, ela está sendo representada por quem prefere o aplauso do extremismo ao rigor da ciência.
E esse, convenhamos, é um diagnóstico gravíssimo.
 
Edson Silveira
 
Advogado, administrador, professor,
membro da executiva estadual do PT/RO
e pré-candidato a deputado federal pelo PT/RO
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