O vereador Anderson Kozowiski (Podemos), conhecido como Anderson Motorista, voltou ao centro de uma polêmica em Vilhena após votar favoravelmente ao reajuste dos subsídios dos vereadores e à criação do 13º salário para os parlamentares da próxima legislatura. A decisão ganhou repercussão porque, durante a campanha eleitoral de 2024, ele prometeu doar metade do salário que receberia como vereador, compromisso que, segundo reportagens publicadas pela imprensa local, ainda não foi cumprido.
Na sessão realizada nesta semana, a Câmara Municipal aprovou o aumento do subsídio dos vereadores para R$ 17 mil mensais, valor que passará a ser pago a partir de 2029, além da instituição do 13º salário para os futuros ocupantes do cargo. A proposta foi aprovada pela maioria dos parlamentares.
Durante a campanha, Anderson Motorista afirmou que destinaria 50% de sua remuneração a instituições beneficentes durante todo o mandato. Em janeiro de 2025, antes mesmo de receber o primeiro pagamento, ele reiterou publicamente que cumpriria integralmente a promessa e chegou a declarar que esperava que outros vereadores adotassem a mesma iniciativa.
Entretanto, conforme reportagem publicada pela Folha do Sul Online, o vereador ainda não concretizou a doação prometida. Segundo o veículo, após assumir o mandato, o parlamentar passou a apresentar justificativas para o adiamento do compromisso assumido durante a campanha.
A votação favorável ao reajuste dos próprios subsídios ampliou as críticas ao vereador, especialmente nas redes sociais, onde ele passou a ser cobrado pelo cumprimento da promessa de campanha. Para críticos, a aprovação do aumento salarial antes da efetivação das doações anunciadas gera questionamentos sobre a coerência entre o discurso adotado durante a eleição e a atuação no mandato.
Até o momento, não há registro de que Anderson Motorista tenha divulgado um cronograma oficial para cumprir a promessa de doar metade dos vencimentos nem um balanço público das doações eventualmente realizadas. O espaço permanece aberto para manifestação do vereador sobre as cobranças e sobre sua posição em relação ao reajuste aprovado pela Câmara.