RESGATE HISTÓRICO: Praça e terminal da EFMM em Guajará-Mirim começa a ser restaurada

O imóvel sofreu com a deterioração causada pela falta de manutenção e pela ação do tempo

RESGATE HISTÓRICO: Praça e terminal da EFMM em Guajará-Mirim começa a ser restaurada

Foto: Asfemm

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Um dos mais importantes patrimônios históricos de Rondônia começa a ganhar uma nova perspectiva de preservação. Teve início o serviço de revitalização e restauração do prédio da Estação Ferroviária da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), em Guajará-Mirim. Além da estação, a praça onde está exposta uma locomotiva histórica também será contemplada pelas obras.
 
Os primeiros trabalhos já podem ser observados no local, com a instalação de tapumes para o isolamento da área e preparação do canteiro de obras. A restauração será executada com recursos oriundos das condicionantes ambientais da Usina Hidrelétrica de Jirau.
 
A recuperação do patrimônio é resultado de uma longa mobilização em defesa da memória ferroviária do estado. O processo teve origem em uma Ação Civil Pública proposta após denúncias da Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (Asfemm/OCIP) sobre o abandono e a falta de conservação dos bens históricos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré por parte do poder público.
 
A ação foi conduzida pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público Estadual e tramita desde 2015. No decorrer do processo, a revitalização do complexo ferroviário de Porto Velho foi realizada, e posteriormente os autos passaram a contemplar também a recuperação da estação de Guajará-Mirim.
 
As tratativas para a execução das obras ocorreram por meio de videoconferências envolvendo representantes de órgãos federais, estaduais e da Prefeitura de Guajará-Mirim, sempre no âmbito do processo judicial.
 
A Estação Ferroviária de Guajará-Mirim é um dos marcos da história da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, empreendimento que teve papel fundamental na ocupação e no desenvolvimento da região amazônica no início do século XX. Ao longo dos anos, porém, o imóvel sofreu com a deterioração causada pela falta de manutenção e pela ação do tempo.
 
De acordo com o presidente da Asfemm, George Telles, além da restauração em andamento, outra demanda defendida pela Associação dos Ferroviários continua em tramitação: “o pedido de tombamento federal do patrimônio ferroviário, medida que busca ampliar a proteção legal do conjunto histórico e garantir sua preservação para as futuras gerações”, disse.
 
A expectativa é que a revitalização devolva à população de Guajará-Mirim um dos seus mais importantes símbolos históricos e culturais, fortalecendo o turismo, a memória ferroviária e a valorização do patrimônio público no município.
 
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