NOVA MAMORÉ: Prefeito vai a julgamento por suposto caixa dois de R$ 30 mil

Marcélio Uchôa será ouvido em processo que apura suposta omissão de R$ 30 mil durante a campanha de 2024; audiência acontece em junho, em Guajará-Mirim

NOVA MAMORÉ: Prefeito vai a julgamento por suposto caixa dois de R$ 30 mil

Foto: Divulgação

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A Justiça Eleitoral de Guajará-Mirim marcou para o dia 8 de junho de 2026, às 9h, a audiência de instrução e julgamento da ação penal que investiga o prefeito de Nova Mamoré, Marcélio Rodrigues Uchôa, por suposta falsidade ideológica eleitoral relacionada a um possível caso de caixa dois durante a campanha municipal de 2024.
 
O processo teve início após a apreensão de R$ 30 mil em espécie, encontrados com o então candidato no dia 3 de outubro de 2024. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Eleitoral, o valor não teria sido declarado na prestação parcial de contas da campanha e seria destinado ao pagamento de apoiadores políticos e despesas com combustível.
 
A defesa do prefeito sustenta que o dinheiro tem origem lícita e seria resultado da venda de um terreno, além de ter questionado a legalidade da abordagem policial que levou à apreensão do valor. No entanto, o juiz eleitoral Gleucival Zeed Estevão rejeitou as preliminares apresentadas e decidiu pelo prosseguimento da ação.
 
Conforme apurou o Portal Guajará, na mesma decisão, a Justiça revogou parte das medidas cautelares que haviam sido impostas anteriormente ao prefeito, como a proibição de acesso ao distrito de Jacinópolis, a limitação para se ausentar da comarca por mais de 15 dias e a obrigação de comparecimento periódico em juízo.
 
Apesar disso, o valor apreendido continuará retido e permanecerá vinculado ao processo até a conclusão do julgamento.
 
A audiência marcada para junho deverá reunir testemunhas e também incluir o interrogatório do prefeito, sendo considerada uma das etapas mais importantes do processo antes da decisão final da Justiça Eleitoral.
 
 
Relembre o caso
 
A prisão do prefeito ocorreu em uma abordagem de rotina realizada em conjunto pela Polícia Federal (PF) e pela Polícia Militar (PM) em Nova Mamoré (RO) na quinta-feira (3 de outubro de 2024). O atual gestor foi detido em flagrante portando R$ 30 mil em espécie, que segundo a Polícia Federal, não haviam sido declarados à Justiça Eleitoral.
 
Como o montante não declarado, o caso foi configurado como “Caixa 2”, referente a recursos financeiros não declarados aos órgãos de fiscalização.
 
Após audiência de custódia realizada na sexta-feira (4), Marcélio foi liberado mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 70.600,00, onde ao chegar no município de Nova Mamoré, foi recebibo pelo seus apoiadores. 
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