INDICADOR: Porto Velho amarga a 5.110ª colocação nacional em qualidade ambiental no IPS 2026

Capital de Rondônia obteve nota 43,02 no indicador do Índice de Progresso Social, desempenho considerado abaixo da média de municípios com mesmo PIB per capita

INDICADOR: Porto Velho amarga a 5.110ª colocação nacional em qualidade ambiental no IPS 2026

Foto: ILUSTRATIVA / REPRODUÇÃO

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Porto Velho (RO) ocupa a 5.110ª posição entre os 5.570 municípios brasileiros no componente de Qualidade do Meio Ambiente do Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026). A capital registrou a pontuação de 43,02 em uma escala que vai de 0 a 100, nível classificado como "relativamente fraco" na comparação com o grupo de municípios de mesma faixa de Produto Interno Bruto (PIB) per capita. No resultado geral do índice, o município obteve nota 58,59, figurando na 3.718ª colocação nacional.
 
A avaliação do componente de Qualidade do Meio Ambiente considera a presença de áreas verdes urbanas, emissões de dióxido de carbono por habitante, focos de calor, supressão de vegetação e o ‘Índice de Vulnerabilidade Climática dos Municípios’.
 
No componente de Liberdades Individuais e de Escolha, a capital alcançou nota 46,08 e a 5.107ª posição no país, resultado influenciado pela baixa oferta de praças e parques nas áreas urbanas.
 
Além dos indicadores urbanos do IPS, dados do modelo de inteligência artificial PrevisIA apontam que Porto Velho apresenta 15.582 hectares sob risco de desmatamento no período entre agosto de 2025 e julho de 2026.
 
A extensão territorial coloca o município na terceira posição entre os mais ameaçados da Amazônia Legal e em primeiro lugar na área classificada com risco alto de supressão florestal. Em todo o estado de Rondônia, a área sob risco de desmatamento soma 54.809 hectares.
 
O quadro ambiental do município reflete também o impacto recorrente de queimadas e da concentração de fumaça durante a estiagem. Nesse período, o poder público municipal e estadual atua com a limpeza de terrenos, monitoramento por satélite e combate direto aos focos de incêndio. 
 
Entidades socioambientais defendem o fortalecimento de fiscalizações preventivas e a ampliação de espaços verdes para conter os efeitos do clima e das ilhas de calor na mancha urbana.
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