DISPUTA POR TERRA: Rondônia registra 63 conflitos no campo no 1º semestre de 2026, diz CPT

Rondônia aparece novamente entre os estados com maior número de registros

DISPUTA POR TERRA: Rondônia registra 63 conflitos no campo no 1º semestre de 2026, diz CPT

Foto: Divulgação/ CPT

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Rondônia registrou 63 conflitos no campo no primeiro semestre de 2026, segundo dados parciais divulgados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) nesta quarta-feira (2). O estado aparece entre os que concentram os maiores números de ocorrências no país, ao lado do Pará, Bahia e Amazonas. Do total rondoniense, 54 conflitos estão relacionados à terra, eixo que concentra a maior parte das ocorrências no estado.
 
Em todo o Brasil, a CPT contabilizou 841 conflitos agrários entre janeiro e junho, distribuídos entre conflitos por terra, água e situações de trabalho escravo rural. O levantamento aponta uma retomada do crescimento após um ano de queda.
 
Os registros nacionais estão divididos em 711 conflitos relacionados à terra, 100 conflitos pela água e 30 ocorrências de trabalho escravo rural.
 
No ranking estadual, o Maranhão lidera, com 156 conflitos. Em seguida aparecem o Pará, com 90, a Bahia, com 85, e Rondônia e Amazonas, com 63 ocorrências cada.
 

Rondônia concentra conflitos pela terra

 
No eixo específico de conflitos pela terra, Rondônia aparece novamente entre os estados com maior número de registros. Foram 54 ocorrências de violência relacionadas à ocupação e à posse da terra no primeiro semestre.
 
O Maranhão lidera esse recorte, com 153 registros, seguido pela Bahia, com 76, Pará, com 68, e Rondônia, com 54.
 
Os dados mostram que a maior parte dos conflitos registrados pela CPT está relacionada à disputa pela posse, ocupação e uso da terra, envolvendo diferentes grupos sociais e interesses no território rural.
 

Conflitos pela terra aumentam no país

 
No conjunto do país, os conflitos envolvendo violência pela ocupação e posse da terra passaram de 584, no primeiro semestre de 2025, para 663 no mesmo período de 2026.
 
Por outro lado, os registros de resistência, que incluem ocupações e acampamentos, diminuíram de 66 para 48 ocorrências.
 
A CPT aponta que essa redução mantém uma tendência observada ao longo dos últimos dez anos.
 

Amazonas tem forte aumento

 
Embora tenha registrado o mesmo número total de conflitos que Rondônia, o Amazonas chama atenção pelo crescimento em relação ao ano anterior.
 
Segundo a CPT, o estado teve 52 conflitos relacionados à terra, um aumento de 140% em comparação com o primeiro semestre de 2025.
 
O cenário reforça a pressão sobre territórios rurais e áreas de disputa fundiária na Amazônia.
 

Conflitos seguem concentrados na Amazônia

 
Os números de Rondônia, Amazonas e Pará colocam a Amazônia entre as regiões de maior concentração de conflitos agrários do país. A situação está relacionada à disputa por territórios, posse da terra e acesso a recursos naturais.
 
O levantamento divulgado pela CPT é parcial e corresponde apenas ao primeiro semestre de 2026. Os dados completos sobre os conflitos no campo ao longo de todo o ano ainda serão consolidados posteriormente pela entidade.
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