Durante o dia e principalmente a noite são inúmeras pessoas traficando e consumindo drogas naquela região, sem contar as brigas, tentativas de homicídios, estupros, furtos e roubos que deixam os moradores encarcerados dentro de casa.
Foto: Divulgação
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Moradores da Vila Ferroviária, localizada na Avenida Farqhuar, região Central de Porto Velho cansados de viverem a mercê de sérios problemas que acontece há vários anos naquele setor
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pediram ajuda da imprensa, para chamar atenção do poder público municipal e expor seus descontentamentos com uma série de situações que colocam em risco a dignidade de parte da história de Porto Velho, representados pelas moradias históricas e alguns pioneiros.
No local, como é mostrado em fotos e vídeos, o trânsito está muito perigoso e várias colisões já foram registradas e que por muita sorte resultaram apenas em danos materiais. Entre os danos está um dos bancos feito com madeira e ferro, que integraram a revitalização do complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, que foi literalmente destruído por um veículo de grande porte que não respeitou a sinalização do trecho.
A via, que era apenas para suportar o tráfego de veículos de pequeno porte é totalmente desrespeitada e diariamente é fácil observar caminhões, carretas, vans e até ônibus transitando. Placas de sinalizações foram arrancadas e os condutores passam pela via na mão e contramão, colocando em risco a vida de inúmeras pessoas.
“COMUNGOU” DESTRUÍDO
Um grupo de moradores da localidade com muita luta e empenho conseguiu junto à prefeitura a instalação de pelo menos cinco “Comungou” (redutores de velocidade também conhecido como “gelo baiano”) que foram colocados na entrada da vila para reduzir a velocidade dos veículos, porém as peças foram destruídas pelos próprios motoristas, para abrir a passagem.
“Estamos abandonados, precisamos de ajuda por parte da prefeitura, para evitar que esses carros que passam em alta velocidade invadam nossas casas e destruam nosso patrimônio”, ressaltou o aposentado Mário Lucio.
As moradias que são heranças de um período histórico da EFMM são imóveis que resistiram as intempéries há anos, mas devido ao tráfego de caminhões e outros veículos de grande porte, a trepidação vem causando rachaduras. A via, estreita, estende a Avenida Farqhuar e termina na área portuária, próximo ao Mercado do Peixe, região do Cai N'Água, onde esses veículos utilizam o trecho para cortar caminho - servindo de atalho.
SEM SEGURANÇA E MULTA
Outro pedido feito pelos moradores às autoridades é pela segurança, que segundo eles não existe. Durante o dia e principalmente a noite são inúmeras pessoas traficando e consumindo drogas naquela região, sem contar as brigas, tentativas de homicídios, estupros, furtos e roubos que deixam os moradores encarcerados dentro de casa.
A área é carente de iluminação adequada e no calçadão em frente a vila, onde funcionam pequenos comércios de alimentação, tem trechos escuros.
O setor do complexo da EFMM, que já chegou a ser 100% iluminada há alguns anos, hoje conta com iluminação pública recorrente para eventos de grande porte ou na entrada da praça, onde funciona comércio informal com ambulantes. Mas de resto é uma escuridão sem precedentes e que já foi denunciada.
No trecho da Vila do Ferroviário o aposentado disse que sua residência foi invadida por bandidos armados duas vezes e quando foi fazer uma benfeitoria no imóvel, para evitar que novos roubos acontecessem acabou sendo multado pelo município, por não poder mexer na estrutura da casa. O homem disse que o fiscal enviado pela prefeitura informou que a casa é patrimônio histórico e então aplicou uma multa no morador no valor acima de R$ 2 mil.
A comunidade do setor pede que o prefeito e o vice-prefeito observem com mais atenção àquela região, onde a maioria dos moradores são idosos, ex-ferroviários – alguns até pioneiros -, que foram pessoas muito importantes para o crescimento e desenvolvimento da Capital e hoje buscam apenas viver com respeito e segurança.
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