Um dos mais competentes repórteres de Vilhena, Flávio Godói (FOTO), passou maus bocados em poder de um homem que se apresentava como "Carlos Figueiredo", e seria RH de uma grande companhia nacional de Recursos Humanos.
O repórter em questão trabalhou em vários veículos de comunicação da cidade, e recentemente fazia parte do quadro de jornalistas do G1 local. Há cerca de vinte dias ele foi apresentado a Carlos, que se apresentava como representante da SGS Brasil, um companhia internacional de recursos humanos e consultoria.
O suspeito de estelionato conseguiu envolver Godói de tal forma, que o repórter acreditou que seria contratado pela empresa em cargo de grande relevância, e já estava de malas prontas para partir para São Paulo, onde faria treinamento. Posteriormente, o repórter foi informado que iria para Las Vegas. A certeza era tanta que Flávio pediu demissão do trabalho, renunciando a emprego nas Organizações Globo.
Godói teria sido usado por Carlos a fim de contratar outras pessoas para montar o que seria o setor de comunicação do escritório local a ser supostamente instalado na cidade. Várias pessoas foram "contratadas", sendo que para algumas delas Carlos teria cobrado valores referente a supostas "taxas". A viagem de todos estava marcada para segunda-feira, mas há contradições quanto a isso, posto que havia entrevistas agendadas com Carlos para terça-feira. Três pessoas registraram Boletim de Ocorrência contra Carlos o acusando de estelionato.
Na noite de ontem houve também registro de Boletim de Ocorrência da parte de familiares de Godói, comunicando que ele estava desaparecido desde a manhã. Ao longo da madrugada várias viaturas da PM realizaram buscas por toda a cidade, sem encontrar o rapaz.
Há poucos instantes Flávio entrou em contato com a reportagem do EXTRA DE RONDÔNIA, e pessoalmente relatou que foi levado à força por Carlos até Cáceres (MT), onde foi teve todos os seus pertences pessoais roubados, incluindo dinheiro, documentos e cartões. Godói relatou ter sofrido violência e ameaças graves antes de ser libertado. Abalado psicologicamente, o jornalista garante que ainda hoje vai à polícia apresentar sua versão para os fatos.
A história ainda carece de mais esclarecimentos, por isso o EXTRA DE RONDÔNIA está tentando contato com a matriz da SGS em São Paulo para mais averiguações. Paralelo a isso foi apurado que realmente há funcionários da SGS em Vilhena prestando serviços de consultoria agrícola na cidade, os quais não tem nenhum tipo de relação com Carlos, e se surpreenderam com a história.
ABAIXO, CÓPIA DO E-MAIL RECEBIDO PELA REPORTAGEM DO EXTRA, ACUSANDO RECEBIMENTO DA MENSAGEM ENVIADA A SGS BRASIL
"Prezado Mr. Mario Quevedo,
Obrigado por entrar em contato com a SGS.
Recebemos sua mensagem e esta já foi encaminhada a um membro da equipe SGS, que entrará em contato com o(a) sr.(a) em breve.
Este e-mail foi gerado automaticamente. Não responda diretamente a esta mensagem, pois você não receberá resposta.
Para obter mais informações, visite www.sgs.com ou envie um e-mail para enquiries@sgs.com.
Atenciosamente,
Equipe SGS.com
www.sgs.com
Detalhes de sua mensagem:
Tipo de consulta: Request Information
Nome da empresa: Extra de Rondônia
Tratamento: Mr.
Sobrenome: Quevedo
Nome: Mario
Cargo: Repórter
E-mail: quev03@yahoo.com.br
Telefone:
Fax:
Como prefere ser contatado: Email
País de interesse: Brazil
Sua mensagem: O nome de sua companhia está envolvido numa acusação de estelionato registrada na madrugada deste sábado na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Vilhena, no Estado de Rondônia. Segundo o B.O. , uma pessoa que se identifica como Carlos Oberleimer se apresenta como representante de RH da SGS e está contratando pessoas para um escritório que estaria sendo instalado aqui para atender os Estados de Rondônia e Mato Grosso. Pelo menos três pessoas teriam sido lesadas, pagando taxas a Carlos com garantia de contratação pela empresa, com direito a treinamento em São Paulo, em viagem marcada para a próxima segunda-feira 04.
Há outro B.O. relacionado ao caso registrado também nesta madrugada, dando conta do desaparecimento de um jornalista da cidade, que teria sido contratado por sua empresa e estaria intermediando entrevistas de possíveis candidatos ao suposto emprego para Carlos. Solicito contato urgente dos senhores, pelo telefone 69 8438 8156 para esclarecimentos da situação."