A equipe do Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária (Ates) do Incra, que atua nos Projetos de Assentamento (PA) Joana D’Arc I, II e III, está utilizando práticas agroecológicas com os produtores rurais. Entre as atividades têm destaque a produção de composto orgânico, biofertilizantes, o controle alternativo de pragas e doenças e incentivos ao uso de sementes tradicionais.
“A perspectiva de incorporar cuidados com o ambiente e com os problemas sociais enfoca não somente a produção, mas também a sustentabilidade ecológica”, afirmou o engenheiro agrônomo do Ates/Emater, Janderson Dalazen, que lidera o trabalho nas comunidades.
O momento atual é o de sensibilização dos agricultores familiares pra a importância e vantagens da transição do modelo tradicional de agricultura para o agroecológico. Os técnicos estão utilizando experiências como a produção de alimentos sem agrotóxicos, a utilização de leguminosas consorciadas com lavouras e algumas hortas do projeto de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS). Além disso, cursos estimulam o associativismo e o trabalho coletivo.
Agroecologia em áreas impactadas pelas usinas
A equipe do Ates/Emater busca implantar uma horta agroecológica para a segurança alimentar das famílias que estão em áreas impactadas pelas usinas hidrelétricas de Porto Velho, como é o caso dos PA’s Joana D’Arc, além de um viveiro comunitário para a produção de mudas de espécies frutíferas e florestais, com o propósito de recuperar áreas degradadas através de sistemas agroflorestais.
O projeto foi elaborado de forma participativa com a Associação de Produtores da Agricultura Familiar (ASPAF), do PA Joana D’Arc III, e submetido a uma seleção pública para financiamento, já tendo sido aprovado na primeira fase. Para Dalazen, estratégias que visem recuperar danos ambientais e também produzir alimentos são “importantes ferramentas para evitar o êxodo rural e garantir a sustentabilidade do agroecossistema”.