A jovem Thayane Smith, amiga de Roberto Farias Thomaz, de 20 anos, encontrado vivo na manhã desta segunda-feira (5) após ficar desaparecido no Pico do Paraná desde o dia 1°, disse que "nunca mais vai fazer isso" em relação a ter deixado o amigo para trás durante a trilha na montanha.
A declaração, divulgada nas redes sociais, foi feita instantes após a da notícia que Roberto havia sido localizado com vida. A informação do encontro foi divulgada pelo Corpo de Bombeiros do Paraná.
Pessoas que acompanhavam a situação ainda disseram que o caso do jovem deve seguir de lição para outas pessoas que acham que "montanha é brincadeira".
Ainda não há mais detalhes sobre o estado de saúde de Roberto. Mais informações serão divulgadas em coletiva às 12h desta segunda (5).
"Eu assumo meu erro"
Dias após o desaparecimento, Thayane já havia assumido o erro em uma conversa com a família do jovem. Na ocasião, citada durante entrevista à Ric Record Paraná, ela disse que errou ao largar o amigo no percurso.
"Esse foi meu erro. Eu conversei com família e eu assumo meu erro. Eu sei que errei nisso de ter deixado ele ter vindo sem mim, mas tinham outras pessoas com ele. Não tinha como se perder. Não sei o que aconteceu", declarou Thayane.
Entenda como jovem se perdeu
O homem subiu a montanha em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, na tarde da última quarta-feira (31).
Informações preliminares apontam que Roberto, durante o trajeto, vomitou algumas vezes até o topo da montanha. A dupla alcançou o pico por volta das 4h da manhã de quinta, momento em que decidiram descansar e encontraram outros dois grupos de pessoas no local.
Após um período de aproximadamente duas horas, os amigos iniciaram a descida da montanha. Momentos depois, os dois amigos pararam novamente em um determinado ponto do pico. O segundo grupo, que havia ficado no cume, também iniciou a descida pouco tempo depois e chegou a passar pelo ponto onde o jovem teria ficado, mas já não o encontraram.
Jovem que desapareceu em montanha ao se separar de amiga: o que sabemos
Na tarde de quinta (1°), os bombeiros foram acionados para auxiliar nas buscas e contou com o uso de equipamentos de suporte como aeronaves com câmeras térmicas. Os trabalhos contaram com apoio de voluntários e ainda um drone com sensor térmico infravermelho.
Postura nas redes
A amiga de Roberto, identificada como Thayane Smith, afirmou que divulgará a “história completa” após o fim das buscas.
Thayane realizou uma série de postagens nas redes sociais desde o início da trilha, registros que passaram a repercutir após o desaparecimento. Nessas imagens, a mulher aparece ao lado de Roberto e de outras pessoas ao longo do trajeto, inclusive em um ônibus, comentando que passariam a virada do ano acampados na montanha.
Em uma gravação publicada já no dia 1º de janeiro, ela relata a dificuldade do percurso. “Falaram que era 5, 6 horas de viagem. Se passaram 4 horas e chegamos na metade”, diz. A partir desse vídeo, Roberto não volta a aparecer nas imagens.
Assim que as buscas iniciaram, Thayane ainda publicou um story onde dizia: “Interrogações, investigações, eita 2026 kkkkk. Feliz Ano Novo”, seguido de um emoji de risada. Em outra publicação ela escreveu: “Aprendizado, nunca mais andar com alguém que não é experiente em trilhas, não é seu estilo de vida e não tem pique para isso”.
Quem é jovem encontrado vivo
Roberto Farias Thomaz, de 20 anos, se destaca no perfil das redes socias como alguém que atua como técnico de segurança do trabalho, bombeiro civil, socorrista resgatista, consultor financeiro de investimentos e instrutor de NR-11.