Durante os próximos dez finais de semana, pequenos sitiantes, chacareiros e produtores rurais do interior rondoniense serão personagens de uma ação que se propõe a contribuir para a evolução das propriedades como uma empresa rural, ainda que familiar. Isso será possível graças ao Programa Empreendedor Rural (PER), desenvolvido em parceria pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e Sebrae em Rondônia.
Estima-se que haja um hiato de 15 dias entre uma capacitação e outra, garantindo aos produtores acesso a novas ferramentas de empreendedorismo rural, contribuindo na melhoria da administração das propriedades, que passam a funcionar como empresas, tendo acesso a projetos que viabilizem sua expansão.
O PER começa a ser implantado neste sábado (7), no município de Rolim de Moura, a 500 km da capital Porto Velho e será desenvolvido durante dez finais de semana (inclusive aos domingos), informa Walter Evangelista da Silva, gestor do programa pelo Senar.
A proposta do programa é capacitar os pequenos proprietários rurais através de sete módulos técnicos e outros três de comportamento. A exigência que o programa faz é que o participante tenha idade superior a 18 anos e tenha, pelo menos, o ensino médio.
Seis turmas serão capacitadas pelo PER – além de Rolim de Moura, participantes dos municípios de Ji-Paraná, Vilhena, Cacoal, Ouro Preto do Oeste e Ariquemes, também terão a mesma metodologia, que deve estar concluída em novembro deste ano. Para realizar a capacitação, Senar e Sebrae contam com o apoio das prefeituras municipais
Ao final, o programa terá desenvolvido, com a participação de consultores do Sebrae e do Senar, 144 horas-aula nas áreas de contabilidade, orçamento, planejamento estratégico, empreendedorismo, mercado, “para dar sustentabilidade às propriedades rurais”, reforça Evangelista da Silva.
Aroldo Vasconcelos, gestor do Senar em Rondônia, a parceria com o Sebrae na aplicação de ferramentas que levem o conhecimento aos produtores rurais “representa um importante avanço para o agronegócio”.
Ele lembra que a metodologia surgiu no Estado do Paraná e será aplicada com o conhecimento técnico do Sebrae e do Senar. “O PER pode mostrar como se pode investir na transferência do conhecimento ao homem do campo, tornando sua propriedade um empreendimento real”, argumenta Saulo Gomes Leite, coordenador pelo Sebrae no programa.